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Palavras de Saramago


Depois da Noite o Quê?, diálogo de Jaime Rocha com obra teatral de José Saramago

Quinta-feira, 24.04.14

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Em 1998, o jornalista e escritor Jaime Rocha aceitou um convite e criou uma peça teatral a partir da releitura de A Noite, obra de José Saramago escrita em 1979 e que aborda as horas iniciais do 25 de Abril. Rocha aproveitou algumas personagens e o cenário concebidos por Saramago, adiantou o relógio e assinalou no título a continuidade temporal do texto: Depois da Noite o Quê? A peça de Rocha teve estreia no Teatro Carnide no dia 24 de Abril de 1998, logo a seguir a uma encenação de A Noite.

“Pego na peça do Saramago e envelheço-a 25 anos. Se na obra dele a revolta interna é contra o fascismo, contra a censura, na minha é uma luta, já em democracia, pela verdade dos factos”, explica o dramaturgo que trabalhou durante mais de 30 anos em redações de jornais, cenário de ambas as peças.

Se na história construída por Saramago a noite em questão era a do 24 para o 25 de Abril de 1974, no caso do texto de Rocha a noite em questão é a do aniversário dos 25 anos da Revolução dos Cravos. Em ambas há um conflito entre jornalistas e chefes sobre a escolha da manchete para o dia seguinte, deixando claro que muitas vezes interesses alheios à verdade noticiosa se sobrepõem ao bom jornalismo.

Para Rocha, tanto o texto de Saramago como o seu permanecem atuais, porque nas redações continuam a existir interesses distintos entre patrões e empregados. “Passámos da censura durante a ditadura para, em democracia, a autocensura, uma censura por interesse”, diz. Hoje em dia, se alguém se propusesse fazer uma nova leitura da obra de Saramago, a ameaça ao exercício do bom jornalismo seria a precariedade da profissão, opina Rocha. “Se fosse escrita hoje, haveria outro tipo de preocupação: o medo de os jornalistas ficarem no desemprego, algo que afecta a qualidade do jornalismo feito”.

Para assinalar os 40 anos da Revolução dos Cravos, a Fundação José Saramago pediu a Jaime Rocha autorização para publicar, em formato virtual, o texto Depois da Noite o Quê?.

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publicado por Fundação Saramago às 10:12

Exposição de desenhos de Rogério Ribeiro a partir do livro O Ano de 1993, de José Saramago

Quarta-feira, 23.04.14

Nesta quarta-feira, Dia Mundial do Livro, inaugura-se na Fundação José Saramago a exposição de desenhos de Rogério Ribeiro que ilustram O Ano de 1993, de José Saramago. As 19 gravuras do artista plástico falecido em 2008, assim como um pequeno documentário de seu processo de criação, poderão ser vistos no auditório da Casa dos Bicos até o dia 31 de maio. 

Nesta dia 23, às 18h30, na abertura da exposição, será feita uma leitura de passagens da obra de Saramago e servido um Porto de Honra. A entrada é livre.

A exposição de Rogério Ribeiro faz parte das atividades criadas pela Fundação José Saramago para assinalar os 40 anos do 25 de Abril. Consulte aqui a programação completa.

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publicado por Fundação Saramago às 14:05

Congresso A Revolução de Abril, de 21 a 24 de abril

Segunda-feira, 21.04.14

A partir de hoje e até ao dia 24 de abril, o Teatro Nacional Dona Maria II é palco do Congresso dedicado à Revolução de Abril (1974-1975), que reúne intervenções de participantes e investigadores do processo revolucionário de 1974-75. O Congresso é organizado pelo Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em parceria com o Teatro Nacional D. Maria II, a Fundação Mário Soares, a Câmara Municipal de Lisboa, a Associação 25 de Abril e a Fundação José Saramago.

O programa completo pode ser consultado aqui.

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publicado por Fundação Saramago às 15:38

Blimunda # 23, abril 2014

Domingo, 20.04.14

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Numa data tão simbólica para Portugal, a Blimunda não poderia ficar alheia ao aniversário de 40 anos do 25 de Abril. Neste mês a revista dedica boa parte dos seus conteúdo à celebração da Revolução dos Cravos. Do acervo de Vasco Gonçalves, em depósito na Fundação José Saramago, recuperam-se 15 cartazes do 25 de Abril, acompanhados por frases de 15 convidados, de diferentes países, sobre o significado desse momento histórico. Sara Figueiredo Costa escreve sobre Os Rapazes dos Tanques, de Alfredo Cunha e Adelino Gomes, um precioso registo da manhã em que a democracia renasceu. Há ainda espaço para A Hora da Revolução: vinte anos depois, um texto escrito por Eduardo Lourenço em 1994, inédito em português, e para O sabor da palavra Liberdade, discurso proferido por José Saramago em 1990.

Na secção Infantil e Juvenil, o 25 de Abril está em destaque com um mosaico de obras revolucionárias publicadas antes de 1974. Andreia Brites conversa com as três editoras independentes que este ano marcaram presença na Feira do Livro Infantil de Bolonha com espaço próprio.

A abrir este número, num dos poucos textos sem referência ao 25 de Abril, Sara Figueiredo Costa publica as suas impressões sobre a terceira edição do festival literário Rota das Letras, em Macau.

Até Maio!

Blimunda N.º 23 - abril 2014 by Fundação José Saramago

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publicado por Fundação Saramago às 02:09

Gabo

Quinta-feira, 17.04.14

Os escritores dividem-se (imaginando que aceitem ser assim divididos…) em dois grupos: o mais reduzido, daqueles que foram capazes de rasgar à literatura novos caminhos, o mais numeroso, o dos que vão atrás e se servem desses caminhos para a sua própria viagem. É assim desde o princípio do planeta e a (legítima?) vaidade dos autores nada pode contra as claridades da evidência. Gabriel García Márquez usou o seu engenho para abrir e consolidar a estrada do depois mal chamado “realismo mágico” por onde logo avançaram multidões de seguidores e, como sempre acontece, os detractores de turno. O primeiro livro seu que me veio às mãos foi Cem Anos de Solidão e o choque que me causou foi tal que tive de parar de ler ao fim de cinquenta páginas. Necessitava pôr alguma ordem na cabeça, alguma disciplina no coração, e, sobretudo, aprender a manejar a bússola com que tinha a esperança de orientar-me nas veredas do mundo novo que se apresentava aos meus olhos. Na minha vida de leitor foram pouquíssimas as ocasiões em que uma experiência como esta se produziu. Se a palavra traumatismo pudesse ter um significado positivo, de bom grado a aplicaria ao caso. Mas, já que foi escrita, aí a deixo ficar. Espero que se entenda.

José Saramago

--

Ler Blimunda dedicada a Gabriel García Márquez

Recomendamos:
Página do FNPI (Fundação Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano) especial para Gabo:
http://graciasgabo.fnpi.org/

Bonita homenagem que a secção de Cultura do jornal Estado de São Paulo fez a Gabo:

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publicado por Fundação Saramago às 21:31

Trigo Limpo teatro ACERT levará A Viagem do Elefante para mais 13 localidades

Terça-feira, 15.04.14

(foto Miguel Gonçalves Mendes)

O elefante articulado de seis metros de altura construído pelo Trigo Limpo teatro ACERT para A Viagem do Elefante, espetáculo baseado no conto homónimo de José Saramago, continuará a sua viagem. Depois de percorrer oito cidades da Península no ano passado, a companhia já tem agendada apresentações em outras 13 localidades portuguesas para os próximos meses.

A primeira paragem de Salomão será em Viseu, no dia 24 de maio, e o Trigo Limpo já está a recrutar participantes para a encenação - além dos atores profissionais, em cada espetáculo da Viagem do Elefante participam moradores da localidade. 

O calendário do espetáculo é:

 

Maio

20 a 24 Viseu

Junho

3 a 7 - Penalva do Castelo

10 a 14 – Nelas

17 a 21  Oliveira de Frades

24 a 28 – Vouzela

Julho

8 a 12 - Aguiar da Beira

22 a 26 – Vila Nova de Paiva Agosto

12 a 16 - Sátão

19 a 23 – Santa Comba

Dão 26 a 30 – Castro Daire

Setembro

2 a 6 – Carregal do Sal

9 a 13 – Mangualde

16 a 20 – S. Pedro do Sul

 

Até o dia 17 de abril a Fundação José Saramago acolhe uma exposição fotógrafica de Ricardo Chaves com imagens da turné do ano passado da Viagem do Elefante.


Para mais informações sobre o espetáculo visite: http://www.acert.pt/aviagemdoelefante/

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publicado por Fundação Saramago às 16:18





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A Casa dos Bicos, edifício histórico do século XVI situado na Rua dos Bacalhoeiros, em Lisboa, é a sede da Fundação José Saramago.

A Casa dos Bicos pode ser visitada de segunda a sábado, das 10 às 18h (com última entrada às 17h30).
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