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Palavras de Saramago


Blimunda # 12, maio 2013

Sexta-feira, 24.05.13

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Maio na Blimunda é mês de Gabo.

No dossier central da revista, textos de Raquel Ribeiro, Germán Santamaría, Embaixador da Colômbia em Portugal, Pilar del Río e Tomás Eloy Martínez, com a primeira crítica a Cem Anos de Solidão, publicada em 1967, quatro abordagens à vida e obra de Gabriel García Márquez.

A FILBo, Feira Internacional do Livro de Bogotá, que acolheu Portugal como país convidado, e o Festival Literário da Madeira ocupam também lugar de destaque nesta edição, através de textos de Sara Figueiredo Costa. Na secção infantil e juvenil, uma visita à exposição Clarice Lispector – A hora da estrela, que a Fundação Gulbenkian acolheu no último mês. Partindo desta exposição, Andreia Brites, lê os quatro livros infantis da grande autora brasileira, editados pela Relógio d’Água.

A fechar a Blimunda de Maio, a Saramaguiana publica dois documentos documentos fundamentais para um percurso pelo universo literário e intelectual do Prémio Nobel português. Dois textos de autoria de Carlos Reis e Fernando Gómez Aguilera, lidos na apresentação de A Estátua e a Pedra, inédito de José Saramago, agora publicado pela Fundação que leva o seu nome.

Boas leituras!

Blimunda N.º 12 - maio 13 by Fundação José Saramago

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publicado por Fundação Saramago às 10:03

Os quinze anos do Prémio Nobel de José Saramago na Feira do Livro de Lisboa

Quinta-feira, 23.05.13

A sessão de apresentação do livro "A Estátua e a Pedra", no dia 30 de maio, é uma das iniciativas que a Fundação José Saramago promove com a Caminho/Grupo Leya, na Feira do Livro de Lisboa que hoje arrancou no Parque Eduardo VII.

O espaço dedicado pela Caminho a José Saramago evoca a passagem dos 15 anos do Prémio Nobel da Literatura de José Saramago, não apenas na decoração mas também em iniciativas nas quais os visitantes podem participar.

A apresentação de "A Estátua e a Pedra" será na Praça Leya, tal como a sessão sobre "Saramago no Mundo", no dia 10 de junho, que conta com a participação de Zeferino Coelho, o editor de sempre de Saramago, e Nicole Witt, a sua agente literária. O cantautor espanhol Luis Pastor, amigo do Nobel português, dará um recital no fim desta sessão, trazendo, entre outras canções, as que compôs sobre poemas de José Saramago.

No dia 4 de junho, juntar-se-ão numa conversa, no mesmo local, vários autores distinguidos com o Prémio Ler/Saramago.

A Feira do Livro de Lisboa decorre até 10 de junho.

 

 

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publicado por Fundação Saramago às 17:26

Morreu Georges Moustaki, judeu errante e pastor grego que cantou os cravos de Abril

Quinta-feira, 23.05.13

O cantor e compositor Georges Moustaki, autor de canções como Le Métèque, morreu esta manhã com 79 anos na sua casa de Paris, na ilha de Saint Louis. Em 1974, saudou o 25 de Abril com a canção "Portugal", que criou com Chico Buarque (Fado Tropical): "A ceux qui ne croient plus/Voir s'accomplir leur idéal/Dis leur qu'un œillet rouge/A fleuri au Portugal".

Moustaki deu vários concertos em Portugal, sempre com casas cheias e calorosas. Em 2008, um ano antes de deixar os palcos, atuou na Casa da Música no Porto e no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. José Saramago gostava muito deste cantor e criador, e várias vezes se lhe referiu com carinho e admiração em entrevistas.

O cantor sofria há alguns anos de uma doença respiratória que há alguns anos o impedia de cantar.

Nascido em 1934 em Alexandria, no Egito, com o nome Giuseppe Mustacchi, filho de judeus gregos aí imigrados. Da cidade egípcia comparada à Torre de Babel, Moutstaki foi para Paris aos 17 anos, onde começou por vender livros de poesia porta a porta. Nunca deixou de se sentir um estrangeiro sem pátria, um homem do mundo, e chegou a dizer-se "brasileiro do coração". Pouco a pouco, foi-se integrando o meio artístico e intelectual de Saint Germain des Prés, mas dizia-se sempre "dentro e fora" de todos os ambientes, e em especial no meio do espetáculo. 

Escreveu cerca de 300 canções para Edith Piaf, Yves Montand, Juliette Gréco, Barbara, Dalida ou Serge Reggiani, e ele próprio as interpretou com um enorme êxito. Em 1969, correu mundo a canção "Le Métèque", com um poema que o definia como "meteco, judeu errante e pastor grego, com os cabelos aos quatro ventos". Muitas das suas composições tornaram-se clássicos, como "Milord" composta em 1958 para Edith Piaf, "Ma Liberté" e "Ma solitude", para Serge Reggiani, "La Dama Brune", para Barbara.

Considerado umas das vozes do Maio de 1968, Moustaki afirmou nessa altura à agência Lusa que dessa revolução “resta uma certa arte de viver, um certo código ético que, mesmo que não seja unânime, impregnou-se na nossa cultura”.

Numa entrevista ao jornal L'Humanité, em 2008, a propósito do disco "Solitaire", Moustaki explicou a escolha deste título: "É uma palavra que se adequa ao meu estado de espírito. A imagem de alguém que gosta de traçar o seu próprio caminho, sem demasidas diretivas, sem preparação. Sou uma pessoa sociável mas sou um marginal. Não tenho os mesmos horários, não utilizo o meu tempo como a maior parte das pessoas que vejo. Não é uma hierarquia de funções. Sou assim. É o meu carácer e a minha forma de vida."

 

Site oficial de Georges Moustaki

Libération

L'Humanité

Público

Diário de Notícias

El Pais

 

PORTUGAL, o Fado Tropical de Chico Buarque

Oh muse ma complice
Petite sœur d'exil
Tu as les cicatrices
D'un 21 avril

Mais ne sois pas sévère
Pour ceux qui t'ont déçue
De n'avoir rien pu faire
Ou de n'avoir jamais su

A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
A fleuri au Portugal

On crucifie l'Espagne
On torture au Chili
La guerre du Viêt-Nam
Continue dans l'oubli

Aux quatre coins du monde
Des frères ennemis
S'expliquent par les bombes
Par la fureur et le bruit

A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal

Pour tous les camarades
Pourchassés dans les villes
Enfermés dans les stades
Déportés dans les îles

Oh muse ma compagne
Ne vois-tu rien venir
Je vois comme une flamme
Qui éclaire l'avenir

A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal

Débouche une bouteille
Prends ton accordéon
Que de bouche à oreille
S'envole ta chanson

Car enfin le soleil
Réchauffe les pétales
De mille fleurs vermeilles
En avril au Portugal

Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial

Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial

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publicado por Fundação Saramago às 11:34

Salomão está a nascer em Tondela e prepara-se para a Viagem

Terça-feira, 21.05.13

A Viagem do Elefante arranca em Figueira de Castelo Rodrigo no dia 29 de junho, na primeira de dez apresentações do elefante Salomão. Nesta primeira digressão, Salomão mostra-se em Lisboa a 14 e 15 de setembro, trazendo gente dos espetáculos anteriores.

Criada com base na obra homónima de José Saramago, esta é a centésima criação do Trigo Limpo teatro ACERT e conta com coprodução musical da Flor de Jara do cantautor espanhol Luis Pastor, em parceria com a Fundação José Saramago.

O Elefante está já em construção em Tondela, num processo que poderá acompanhar no site da ACERT ( www.acert.pt ) e também na página da Fundação José Saramago. Com seis metros de altura, é um engenho cénico móvel, mecanizado, construído em madeira e vime, a partir do projeto do cenógrafo Zétavares e com trabalho do escultor catalão Nico Nubiola.

A estreia será a 29 de junho em Figueira de Castelo Rodrigo, o sítio onde terminou o Caminho de Salomão que José Saramago percorreu, numa viagem que foi quase uma forma de se despedir de Portugal. Saramago estava em Figueira de Castelo Rodrigo em 18 de junho de 2009, exatamente um ano antes de morrer.

As cidades por onde Salomão vai passar são Figueira de Castelo Rodrigo (29 de junho), São João da Pesqueira (6 de julho), Pinhel (13 de julho), Sabugal - Sortelha (27 de julho), Fundão (2 de agosto), Espanha (cidade a definir, 24 de agosto), Castelo Branco (31 de agosto), Tondela (7 de setembro) e Lisboa (14 e 15 de setembro).

Recorde-se que a Associação de Desenvolvimento Territórios do Côa, de que fazem parte alguns destes municípios, foi quem primeiro aderiu ao projeto d' A Viagem do Elefante.

A ACERT irá cinco dias antes para cada localidade, para ensaiar o espetáculo com 80 pessoas locais (atores, músicos e população), envolvendo-as de forma a que participem ativamente. Por exemplo, no espetáculo de Castelo Branco participam as Adufeiras de Monsanto e no Fundão os Bombos de Lavacolhos, além muitos elementos da população local.
Em Lisboa, juntar-se-ão nos espetáculos participantes de Lisboa e de todas as cidades da digressão, a assinalar o encerramento da digressão e também do festival Lisboa na Rua.
O espetáculo tem dramaturgia e encenação de José Rui Martins e Pompeu José, figurinos de Rafaela Mapril e cenografia de Zétavares . A interpretação é de toda a equipa artística do Trigo Limpo teatro ACERT, os músicos de "A cor da língua ACERT" e quatro atores convidados.
A musica do espetáculo está ainda a ser composta pelo cantautor espanhol Luis Pastor, sobre poemas de José Saramago. Luís Pastor atuará em todos os espetáculos, acompanhado pelos músicos da ACERT com quem irá depois gravar um disco/livro a editar em 2014.
O investimento total deste projeto é de 250 mil euros, 150 mil dos quais para a produção do espetáculo. Tem apoio da Direção Geral das Artes, do Turismo Centro de Portugal e da Câmara Municipal de Tondela. As câmaras das cidades onde haverá apresentações contribuem através da compra do espetáculo.
O investimento total não está ainda atingido e o Trigo Limpo espera conseguir mais apoios públicos e privados que permitam viabilizar toda a operação.
Presente na sessão de apresentação deste projeto, na Casa dos Bicos, o Diretor-Geral das Artes, Samuel Rego, afirmou ter "o maior orgulho" nesta iniciativa, com a qual se confessou "embevecido".
O diretor do Museu do Douro, Fernando Seara, anunciou que será lançado no dia 6 de julho em São João da Pesqueira, na apresentação do espetáculo, um vinho do Douro designado "O Caminho de Salomão", que só será vendido no Museu do Douro, na Fundação José Saramago e em cada representação.
"Este é um triângulo virtuoso: o território, a cultura e o turismo", acentuou o presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, com a concordância dos presidentes das câmaras promotoras da iniciativa.
Em 2014, Salomão partirá para terras de Espanha, Itália e Áustria, com programa a anunciar até ao final do ano.
Para a Fundação José Saramago, como afirmou na sessão Pilar del Río, esta é uma iniciativa que surge numa sequência lógica e afetiva da "Viagem a Portugal" (1980), o livro que José Saramago escreveu a convite do Círculo de Leitores e "que lhe permitiu tornar-se escritor". A adesão da Fundação ao projeto é a concretização de uma utopia. Ou, nas palavras de José Saramago, "sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam".
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DIGRESSÃO “A VIAGEM DO ELEFANTE”

 

29 Junho (estreia)

Figueira de Castelo Rodrigo

 

6 Julho

S. João da Pesqueira - Museu do Douro

 

13 Julho

Pinhel

 

27 Julho

Sabugal (Sortelha)

 

2 Agosto

Fundão

 

24 Agosto

Espanha

 

31 Agosto

Castelo Branco

 

7 Setembro

Tondela

 

14 e 15 de Setembro

Lisboa

Lisboa na Rua (espectáculo de encerramento) - Praça do Município

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publicado por Fundação Saramago às 17:19

Nos próximos dias...

Terça-feira, 21.05.13

22 de maio, 18 Horas - Apresentação da moeda da Série Europa, Escritores Europeus - José Saramago
Entrada livre, sujeita à lotação do auditório da Casa dos Bicos:


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24 de maio, 14h30 - Cerimónia de entrega dos Prémios SEA Criatividade e Inovação 2013 sobre o tema “Água e Património”. Trata-se de uma iniciativa que todos os anos é organizada pela UNESCO/Portugal. Os premiados são: Afonso Moreira, Francisco Neves, Inês Lima, Matheus Lima e Pedro Martins, do Jardim de Infância Ogá Mitá, Porto; Guilherme Catita e Rafael Henriques, do Agrupamento de Escolas Carolina Michaelis, Porto; Ana Machado Luis, do Colégio Valsassina, Lisboa; Nuno Daniel Figueiredo, do Agrupamento de Escolas Aquilino Ribeiro, Oeiras; Leonor Jesus, do Agrupamento de Escolas de Ferreiras, Albufeira; e Bárbara Gilling, do Agrupamento de Escolas do Cerco, Porto. Os trabalhos premiados estarão expostos no auditório, bem como todos os trabalhos participantes neste Prémio. 

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27 de maio, 18.30 Horas - Apresentação do livro de John Freeman, Como ler um escritor (Ed. Tinta da China). O livro será apresentado por Fernanda Câncio.
Entrada livre, sujeita à lotação da sala:


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28 de maio, 18.30 Horas - Apresentação do livro de Onésimo Teotónio de Almeida, Quando os Bobos Uivam
(Ed. Clube do Autor). O livro será apresentado por Rui Zink.

Entrada livre, sujeita à lotação da sala:

(Clicar nas imagens para ver maior)

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publicado por Fundação Saramago às 09:41

Kain - Caim - Cappelen Damm, Noruega

Sábado, 18.05.13

Editada em 2012 uma nova edição do Caim pela editora norueguesa Cappelen Damm, na série dedicada ao Prémio Nobel da Literatura 1998, desenhada por Ingrid Skjæraasen.

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publicado por Fundação Saramago às 11:29





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A Casa dos Bicos

A Casa dos Bicos, edifício histórico do século XVI situado na Rua dos Bacalhoeiros, em Lisboa, é a sede da Fundação José Saramago.

A Casa dos Bicos pode ser visitada de segunda a sábado, das 10 às 18h (com última entrada às 17h30).
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A Casa José Saramago em Lanzarote

A Casa feita de livros pode ser visitada de segunda a sábado, das 10 às 14h30. Também pode percorrê-la virtualmente, aqui.



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