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1.º de Maio

Sexta-feira, 30.04.10

fjs

Celebramos o 1.º de Maio.
Fiama Hasse Pais Brandão, Rafael Alberti, Rosalía de Castro e José Saramago testemunham com as suas palavras o que é o 1.º de Maio. A realidade do mundo justifica esta comemoração.
Os poemas constam de uma antologia editada pelas Edições Avante, intitulada "Maio, trabalho, luta".

 

 

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publicado por Fundação Saramago às 20:07

Uma Família do Alentejo, de João Domingos Serra

Quarta-feira, 28.04.10

fjs

Prefácio de José Saramago
 Posfácio de Manuel Gusmão

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Uma Família do Alentejo nas páginas do Jornal de Letras (JL)

Uma Família do Alentejo, segundo livro editado pela Fundação José Saramago, merece um destaque no Jornal de Letras, Artes e Ideias.

Com o título Um texto que "levantou" Saramago, o artigo agora publicado destaca a importância do livro para a construção de uma das obras mais importantes no percurso literário de José Saramago. Recorrendo a excertos do Posfácio de Manuel Gusmão e do Prefácio de Saramago, são dados exemplos de como o diário de João Domingos Serra, "a história da sua vida, que começa com o casamento dos seus pais e se prolonga na dos seus filhos", constituiu uma das peças fundamentais para que Levantado do Chão começasse a ser escrito.

O artigo pode ser lido aqui.
Página do Jornal de Letras, Artes e Ideias

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À venda nos pavilhões da Caminho, espaço LEYA,
na Feira do Livro de Lisboa

fjs

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«Quem dele [João Domingos Serra] me falou pela primeira vez foi Maria João Mogarro: “E está aí o João Serra, de quem se diz que escreveu a sua vida, nunca vi, mas deve ser certo.” Imagina-se o meu alvoroço, um camponês escritor, um António Aleixo da prosa… “Uns apontamentos, não?”», perguntei eu a fingir um cepticismo que não sentia. “Que não”, respondeu ela, “«pelo menos é o que me têm dito.” No dia seguinte fomos bater à porta do João Serra, que não estava, estavam, sim, as filhas, “O nosso pai está no hospital”, disseram. Expliquei ao que ia, que estava a escrever um livro sobre o Lavre e que seria para mim uma grande ajuda poder passar uma vista de olhos pelo que ele tinha feito. Pusemo-nos de acordo em esperar que o pai saísse do hospital, aonde o tinham levado certos achaques agravados da velhice, e, finalmente, uns quantos dias depois, recebia das mãos do próprio João Domingos Serra o fruto do seu labor. Com o caderno debaixo do braço corri para o meu refúgio e pus-me a ler, com a ideia de ir copiando à mão as passagens mais interessantes, mas rapidamente compreendi que nem uma só daquelas palavras poderia perder-se. Não terminei a leitura. Meti uma folha de papel na máquina e comecei a trasladar, com todos os seus pontos e vírgulas, incluindo algum erro de ortografia, o escrito de João Serra. Tinha enfim livro. Ainda tive de esperar três anos para que a história amadurecesse na minha cabeça, mas o Levantado do Chão começou a ser escrito nesse dia, quando contraí uma dívida que nunca poderei pagar.»

José Saramago, in Prefácio a Uma Família do Alentejo

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fjs«A 8 de Agosto de 1972, João Domingos Serra, trabalhador rural, com 67 anos de idade e já doente, põe-se a escrever a história da sua vida, que começa com o casamento dos seus pais e se prolonga na dos seus filhos.

Desde o início do seu relato que o conto da sua vida se entrelaça com o da vida de outros, da sua família e da sua condição. E podemos mesmo considerar que é o cruzamento entre a sua vida pessoal e a conjuntura social, tal como a vive e a descreve no início da década de 70 (1972) que configuram a situação que lhe permite dedicar-se ao conto. Por um lado, doente do coração, deixou já de trabalhar, sendo apoiado pelos seus filhos:

“E numa idade não muito avançada os meus órgãos enfraqueceram; caí numa doença do coração e então fiquei reformado do trabalho pelos meus filhos; pois a luta pelo bem estar de todos os deserdados do bem era assim.”

Ao mesmo tempo, dá-se conta de uma situação que o tempo foi alterando:

“Graças a Deus os homens, as leis, as coisas, modificaram-se, e hoje, na data presente de 1972, já todos os trabalhadores sofredores alcançaram um nível de vida razoável, com mais conforto e mais esperanças.”

A partir, pois, de Agosto de 1972 começa João Domingos Serra a escrever aquilo que inicialmente é a história da sua vida e da vida da sua família e que virá depois a alargar-se de forma impressionante [...]. Escreverá, não sabemos com que regularidade, num primeiro arco de tempo, até algures em 1973, altura em que a data da narração vem a coincidir com a dos acontecimentos narrados, ou seja, em que presente da narração e presente da história narrada coincidem. Escreve, com uma esferográfica de tinta preta, sem marcas de intervalo na página quadriculada do caderno que utiliza. Não abre parágrafos, a mancha da escrita é contínua, página após página.

Esta data de 1973 não é contudo a do fim da narrativa, é apenas a de uma primeira de várias interrupções que implicam texto que se vai acrescentando:

“Disse que terminava as minhas narrações, mas por Deus querer vou acrescentando a história da minha vida pobre e humilde, a qual me pus a escrever sem exageros.”

Este primeiro texto acrescentado cobre o resto do ano de 1973 e aproxima-se do dia 25 de Abril 1974, que se tornará o seu tópico fundamental. O modo como os acontecimentos históricos, nacionais e internacionais, integram a narrativa autobiográfica de João Domingos Serra são uma das mais comoventes características da sua narrativa.»

Manuel Gusmão, in Posfácio a Uma Família do Alentejo

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A edição de Uma Família do Alentejo conta com o apoio da Junta de Freguesia do Lavre e das Câmara Municipais de Montemor-o-Novo e Vendas Novas

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fjs

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publicado por Fundação Saramago às 18:41

80.ª Feira do Livro de Lisboa

Quarta-feira, 28.04.10

De 29 de Abril a 16 de Maio, o Parque Eduardo VII recebe a grande festa dos livros.

fjsNa sua 80.ª edição, a Feira do Livro de Lisboa abre as suas portas amanhã, dia 29 de Abril. Com um horário alargado em relação à edição anterior (segunda a sexta 12.30 - 23.30 horas / fins-de-semana e feriados 11 - 23.30 horas), e no primeiro ano pós-fusão das duas entidades representativas dos editores e livreiros, APEL e UEP, os livros voltam a encher um dos parques de Lisboa, fazendo-se acompanhar por um vasto programa de animação, que inclui concertos, debates, apresentações de livros, ateliers para os mais novos, etc...

No total estarão representadas cerca de duas centenas de editoras em 236 pavilhões, algumas com espaços próprios e outras partilhando os expositores, que aproveitam os dias da Feira para, a par das novidades, voltar a disponibilizar edições mais antigas, que não se encontram facilmente hoje em livrarias. Mantém-se também a tenda que acolhe os pequenos editores.

Na programação de debates serão abordados temas como República e monarquia, Os melhores livros do ano, Hábitos de leitura, Livros infantis, Literatura em viagem ou ainda Os livros do futuro. Outra das novidades passa pela criação da chamada Hora H, que diariamente permitirá aos visitantes adquirir livros das editoras aderentes com descontos de 50%. Mantém-se ainda a figura do Livro do Dia, que manterá o desconto habitual de 40%.

Para mais informações sobre a Feira e sobre o programa diário, pode consultar a página de internet no seguinte endereço:
http://www.feiradolivrodelisboa.pt

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publicado por Fundação Saramago às 10:18

"Im Namen Gottes ist das Schrecklichste erlaubt"/"The God Factor" de José Saramago publicado na Lettre International

Sábado, 24.04.10

A editora Lettre International publicou, em 2002, "Der Schock des 11.September und das Geheimnis des Anderen" / "The Shock of September 11 and the Mystery of the Other" que, entre muitos outros, conta com a colaboração de José Saramago com o texto "Im Namen Gottes ist das Schrecklichste erlaubt"/"The God Factor". Portugal contou com a colaboração de Julião Sarmento.

Diversos artistas, escritores, pensadores juntaram-se neste livro e na exposição que lhe está associada para assinalar a efémeride. "(...) a permanent witness with its broad and impressive spectrum of artistic expression in both word and image" de autores da contemporaneidade.

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publicado por Fundação Saramago às 11:13

"Embargo" de José Saramago publicado em alemão numa colectânea de contos portugueses

Sábado, 24.04.10

A editora alemã Beck & Glückler publicou em 1988, com a coordenação de Curt Meyer-Clason, uma colectânea de contos portugueses onde se inclui "Embargo" de José Saramago. Neste livro colaboram cerca de 40 autores portugueses tais como Aquilino Ribeiro, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner Andresen, Agustina Bessa Luís, Herberto Helder, Maria Teresa Horta, José Cardoso Pires, Natália Correia e Fernando Pessoa.

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publicado por Fundação Saramago às 10:31

"Embargo" publicado na colectânea de contos "A semente nas palavras"

Sexta-feira, 23.04.10

Em 1977, a editora Centelha, de Coimbra, publica a colectânea "A semente nas palavras" que, entre outros autores, conta com a colaboração de José Saramago e do seu conto "Embargo". Esta colectânea havia sido primeiramente publicada em Dezembro de 1973, "ano UM antes de Abril" e aí se refere: "O título, fruto de uma reflexão cuidada, pretende ser um símbolo. Símbolo de que só aquilo que germina verdadeiramente importa. De que nada na vida é estático e imutável. Todos os dias nascem os dias do futuro. Nos actos que soubermos tornar significativos pela união crítica das finalidades comuns."

"Uma jornada dialéctica e revolucionante, pois. Com alguns dos maiores escritores portugueses da actualidade", "A semente nas palavras" conta com a colaboração de Alves Redol, Fernando Namora, José Cardoso Pires, José Saramago, Maria Judite de Carvalho, Maria Ondina Braga, Santos Simões e Urbano Tavares Rodrigues.

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publicado por Fundação Saramago às 13:04


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