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3.º Aniversário da Fundação José Saramago

Terça-feira, 29.06.10

Não vos peço muito, peço-vos tudo.

fjsAssim termina a “Declaração de Princípios” que José Saramago redigiu como complemento do objecto da fundação que leva o seu nome, que determina o estudo e a difusão da obra literária do Escritor e, em geral, da Literatura e Autores de Língua Portuguesa.

Instituída na lógica natural da linha recta que foi a vida de José Saramago, em relação à qual assumiu como uma das suas obrigações vitais servi-la, a Fundação José Saramago, de acordo com a vontade declarada do seu Instituidor, também deverá preocupar-se e agir na defesa da liberdade, da justa repartição da riqueza produzida, do direito à educação, à saúde e à habitação, do acesso às “coisas da cultura”, em suma, agir na defesa integral dos Direitos Humanos que a Declaração de 10 de Dezembro de 1948 consagrou, mas que os seus subscritores se esquecem amiúde de cumprir, e também na defesa do meio ambiente e da tomada de medidas que permitam a reversão da actual situação de aquecimento gradual e global do planeta.

Este é o “tudo” que José Saramago nos pediu e que nós, na fundação, enquanto incondicionais amigos do homem e admiradores da obra, assumimos com entusiasmo e, ao mesmo tempo, com a gratidão de podermos ser sujeitos activos em tão empolgante e gratificante tarefa.

E foi assim que promovemos e colaborámos na realização da exposição A Consistência dos Sonhos; homenageámos as letras portuguesas com a leitura e canto de 25 autores — romancistas e poetas — portugueses; realizámos sessões de evocação ou homenagem a Jorge de Sena, José Rodrigues Miguéis, Jorge Luís Borges e Juan Gelman; promovemos concertos e recitais de dança; editámos dois livros e colaborámos noutros; promovemos a exibição de um filme e de uma conferência com o juiz Baltazar Garzón, ambos no âmbito da defesa dos Direitos Humanos; abrimos uma extensão da fundação em Azinhaga com biblioteca, Internet e um museu que já foi visitada por milhares de pessoas, entre elas cidadãos de mais de 12 países estrangeiros; levámos a mais de três mil alunos do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico de todo o país um atelier baseado no livro e no DVD A Maior Flor do Mundo; mantivemos diariamente actualizada na página oficial da fundação toda a informação que no mundo se refere a José Saramago; e mais, e mais, além de outras iniciativas programadas para o corrente ano, uma das quais já realizada.

Fazemos três anos hoje, dia 29 de Junho, estamos orgulhosos do trabalho desenvolvido e com coragem para o continuar porque, de facto, a realidade já mostrou que valeu a pena José Saramago ter instituído a fundação. Iremos continuar com o mesmo empenho, agora em homenagem ao Homem solidário e generoso, ao Escritor universal, ao maior Embaixador de Portugal no mundo, ao Lutador pela Liberdade e pelos Direitos Humanos. Ao Amigo.

Não nos pediste muito, continuaremos a dar-te tudo.

José Sucena
Administrador da Fundação José Saramago 

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publicado por Fundação Saramago às 10:54

Academia Brasileira de Letras homenageia José Saramago

Quinta-feira, 24.06.10

fjsA sessão será reservada apenas aos membros da Academia, disse fonte da ABL.

De acordo com as regras da Academia, sempre que morre um dos seus membros realiza-se uma cerimónia fechada uma semana depois, onde amigos e intelectuais recordam a obra e a vida do falecido.

Cerca de 20 académicos devem comparecer na sessão de hoje, entre eles a professora Cleonice Berardinelli, especialista em literatura portuguesa e amiga de Saramago.

A sessão será presidida pela secretária geral da ABL, Ana Maria Machado, e contará com a presença do embaixador Alberto da Costa e Silva, amigo muito próximo de Saramago, e do escritor João Ubaldo Ribeiro.

José Saramago foi eleito sócio correspondente da ABL a 9 de julho de 2009.

A Academia Brasileira de Letras deverá marcar para as próximas semanas uma mesa redonda aberta ao público para falar sobre a vida e obra do único laureado de língua portuguesa com Nobel da Literatura.

 

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publicado por Fundação Saramago às 12:48

José Saramago, master of what-ifs

Quarta-feira, 23.06.10

fjsWhen I met José Saramago in Lisbon, in the late autumn of 2008, he was frail, but clearly relishing a reprieve. He had just recovered from a near-fatal respiratory illness, and was bemused by his escape, though he refused, as a die-hard atheist, to consider it a miracle. Writing with renewed energy, he was excited about his José Saramago Foundation moving into new premises in the Casa dos Bicos – the 16th-century House of Spikes near the sea – and was about to begin a tour of Brazil.

It seems fitting to pay tribute to him in a blog, since he so enthusiastically took up the form in his 80s. His unflagging drive may have been one of the benefits of late fame: his breakthrough novel, translated as Baltasar and Blimunda, came out only when he was 60, and he spent his earliest working life as a car mechanic. His blogs, published two months ago in book form by Verso as The Notebook, reveal an often sharp, sometimes mischievous, engagement with the world, whether skewering George W Bush as a "liar emeritus" or the cruel absurdity of the Gaza blockade.

Like many writers born outside powerful metropolitan centres (Portugal in the 1920s was no longer the world power it had been), from James Joyce to Orhan Pamuk, his writing sought to invent (or remake) Portugal as the centre, insisting on the universality of its inhabitants' experience. Yet this with an ironic, self-mocking wit. His brilliant novel The Year of the Death of Ricardo Reis, which gave form to a pseudonym of the great Portuguese poet Fernando Pessoa in 1930s Lisbon, entailed an imaginative leap, he later wrote, to describe the city beyond the "poor neighbourhoods" he knew as a child. He was happy recalling his family's peasant origins. There is a touching description in his childhood memoir, Small Memories, of how his grandparents in Azinhaga would take ailing piglets into their warm bed, since the whole family depended on their survival.

Above all, he was a master of speculative fiction, of compassionate, ironic parables, or "what-ifs". He told me his work was about "the possibility of the impossible", and that it made a pact with the reader to imagine the development of an idea, however absurd its premise. Yet there was always a grounding in reality. Talking to the Brazilian director Fernando Meirelles about his film adaptation of Saramago's novel Blindness (starring Julianne Moore), I was struck by a key difference with the author.

For Meirelles, the story about a whole society that goes blind was about the fragility of the veneer of civilisation, and how rapidly it could break down into violent mayhem. For Saramago, the device of mass blindness simply exposed society for what it already is, anatomising the stark workings of power and who controls it. His experience had already laid that bare to him.

He was accused of Stalinism after Portugal's Carnation revolution of 1974, largely over editorial purges when he was a journalist. But his persistent, "hormonal communism", he called it – like a beard that keeps growing – was formed in the period of Salazar's fascist dictatorship with its pervasive secret police, when to be a member of the underground Communist party meant taking huge risks. That did not stop him from finally breaking off his long friendship with Fidel Castro in 2003, for having "cheated my dreams". His fierce anticlericalism led to frequent quarrels with church dogma. As he told me: "We can't accept truth coming from other people. We must always be able to question those truths."

For Saramago, the task of anyone who writes was to "enlarge the world". He did that not with pomp, but through attention to the lesser characters and smaller lives. One of his last books, The Elephant's Journey, shortly to be published in the UK (where he had been due to visit in the summer of 2010), was a gentle human comedy spun from the tale of an elephant from Portuguese India bestowed by the Portuguese king as a wedding gift to the Habsburg Archduke Maximilian. Journeying by foot from Lisbon to Vienna, the elephant Solomon, a curiosity to all who meet him, suffers successive human attempts to impose meaning on what eludes their understanding.

Though Saramago had lived partly in Spain – on the Canary island of Lanzarote – since the early 90s, the Lisbon he continued to love was the city of "people who possess little and feel much". Commenting on its birth as Lisboa when the Moors were defeated in 1147, he wrote:

We recall that blood was shed, first on one side, then the other, and that all sides make up the blood that flows in our veins. We, the inheritors of this city, are the descendants of Christians and Moors, of blacks and Jews, of Indians and Orientals, in short, of all races and creeds considered good, along with those that have been called bad. We shall leave to the ironic peace of their tombs those disturbed minds that not so long ago invented a Day of the Race for the Portuguese, and instead reclaim the magnificent mixing, not only of bloods but above all of cultures, that gave Portugal its foundation and has made it last to this day.

That blog was written when Saramago was 86. Such shafts of sanity and humour will be missed.

Maya Jaggi

Fonte: Guardian

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publicado por Fundação Saramago às 08:06

Maratona de leitura de «O Ano da Morte de Ricardo Reis» na Casa Fernando Pessoa

Terça-feira, 22.06.10

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A Casa Fernando Pessoa organiza na próxima sexta-feira, dia 25 de Junho, a partir das 12 Horas, uma maratona de leitura de O Ano da Morte de Ricardo Reis, para a qual convida todos os leitores e amigos de José Saramago e Fernando Pessoa.

Leitores confirmados: Pilar del Río, Leonor Xavier, José Luís Peixoto, António Mega Ferreira, José Mário Silva, Luísa Costa Gomes, Gonçalo M. Tavares, Fernando Pinto do Amaral, Clara Pinto Correia e Patrícia Reis.

Aqui deixamos o convite enviado pela Directora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa:

Amigos,
Porque acreditamos que a voz dos grandes escritores só morre quando a nossa voz os deixa morrer, convidamos-vos a ler em voz alta O Ano da Morte de Ricardo Reis, na próxima sexta-feira, dia 25, na Casa Fernando Pessoa. Faremos a leitura integral desta obra, numa maratona que terá início às 12 horas.
Contamos convosco,
Inês Pedrosa

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publicado por Fundação Saramago às 06:14

Queremos tanto a Saramago...

Segunda-feira, 21.06.10

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Disponível para os leitores a partir de dia 09 de Julho

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António Carlos Cortez, Carlos Reis, Eduardo Lourenço, Fernando Gómez Aguilera, Gonçalo M. Tavares, Guilherme d'Oliveira Martins, João Tordo, Luis Francisco Rebello, Maria Alzira Seixo, Miguel Real, Paulo José Miranda, valter hugo mãe

Abrir o especial do JL em pdf

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Manuel Rivas, Juan Gelman, Carlos Fuentes, Mariano Rajoy, José Luis Rodríguez Zapatero, Fernando Gómez Aguilera, Laura Restrepo, Gael García Bernal, Sergio Ramírez, Fernando Meirelles, Juan Cruz, Juan Jose Tamayo, Ramón Lobo, Enrique Barón, Dario Fo

Abrir el Especial de El País en pdf

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Eduardo Lourenço, Clara Ferreira Alves, Zeferino Coelho, Violante Saramago, Ana Saramago Matos, Manuel Gusmão, António Guerreiro, José Manuel dos Santos

Abrir o Especial do Expresso em pdf (26 de Junho de 2010)

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fjs

Adelino Gomes, Ana Saramago Matos, António Júlio Duarte, António Pinho Vargas, Baptista-Bastos, Carlos Pinto Coelho, Carlos Reis, Dario Fo, David Leavitt, Duarte Belo, Fernando Gómez Aguilera, Fernando Meirelles, Gonçalo M. Tavares, Harold Bloom, Helder Macedo, Hélia Correia, João Abel Manta, João Brites, José Sucena, José Tolentino Mendonça, Júlio Pomar, Luísa Ferreira, Luiz Schwarcz, Manuel Gusmão, Manuel Vicente, Maria Alzira Seixo, Mia Couto, Miguel Gonçalves Mendes, Miguel Jesus, Nuno Júdice, Pedro Cabrita Reis, Tiago Saramago Matos, valter hugo mãe, Violante Saramago Matos e Zeferino Coelho

Abrir o Especial do Público em pdf

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Especial sobre José Saramago en RTVE

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José Saramago, 1922-2010
A despedida
(Galeria de fotografias do Público)

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Morrer é... simplesmente natural"
Diário de Notícias

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Quando um escritor morre, é um mundo que desaparece"
Público

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Saramago recordou-nos "que devemos ter grandes sonhos"
Intervenção de Teresa Férnandez de La Vega, Vice-Presidente do Governo de Espanha 

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"Não há palavras, Saramago levou-as todas"
Intervenção de Gabriela Canavilhas, Ministra da Cultura de Portugal

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José Saramago. El escritor que nunca se escondió
El País

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Muere José Saramago
Público (Espanha)

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... Y se fue. Saramago tuvo un adiós con libros, claveles y palabras
Clarín (Argentina)

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José Saramago, Nobel Prize-Winning Portuguese Writer, Dies at 87
The New York Times

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Nobel-winning author José Saramago dies at 87
BBC News

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Libération

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La Reppublica

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Créditos das fotografias apresentadas:

1 - Fundação José Saramago
2, 3, 5, 6, 7 - António Costa Santos
4 - Rodrigo Cabrita Global Imagens

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publicado por Fundação Saramago às 07:59

Nélida Piñon em Lisboa para lançar novo livro

Quinta-feira, 17.06.10

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O livro, editado pela Temas e Debates, reúne 24 ensaios sobre autores, temas e personagens literários que são caros à escritora, como Dom Quixote, Capitu e Ulisses.

Nélida Pinõn discorre sobre o fazer literário, sempre na perspectiva da aprendiz de Homero, como de Machado de Assis, Monteiro Lobato, Cervantes e outros, levando os leitores numa viagem também ela homérica, em que partilha os seus pensamentos sobre a leitura, a paixão pela escrita, a relação visceral com a literatura, a sua visão feminina do mundo e a importância da memória.

Além dos ensaios, o livro inclui ainda os discursos de agradecimento da autora quando recebeu prémios importantes, como o Príncipe das Astúrias de Letras (2005) e o Menéndez Pelayo (2003). Uma das maiores escritoras brasileiras vivas, cuja obra tem sido distinguida com diversos prémios, Nélida Piñon, de 73 anos, foi a primeira mulher a presidir à Academia Brasileira de Letras, entre 1996 e 1997, instituição onde ocupa, desde 1990, a cadeira 30.

"Aprendiz de Homero", o seu segundo livro de ensaios, será apresentado em Lisboa pelo escritor e presidente da Fundação CCB António Mega Ferreira, numa sessão com início às 18:30, na Livraria Bertrand do Chiado.

Fonte: LUSA

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publicado por Fundação Saramago às 12:02


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A Casa dos Bicos, edifício histórico do século XVI situado na Rua dos Bacalhoeiros, em Lisboa, é a sede da Fundação José Saramago.

A Casa dos Bicos pode ser visitada de segunda a sábado, das 10 às 18h (com última entrada às 17h30).
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A Casa feita de livros pode ser visitada de segunda a sábado, das 10 às 14h30. Também pode percorrê-la virtualmente, aqui.

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