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Unidos em redor da obra do mestre

Sexta-feira, 29.07.11

fjsUm ano volvido após a morte de José Saramago, continuam a suceder-se as manifestações de apreço e devoção pela obra do único Nobel da Literatura de língua portuguesa. Um sinal mais de que o impacto que os seus livros provocaram num número alargado de leitores situados em paragens distintas irá resistir à passagem do tempo, feito de difícil alcance se constatarmos o grau de esquecimento que hoje rodeia obras ainda há poucos anos consideradas imprescindíveis.

Enquanto se aguarda, lá para o Outono, a publicação do inédito Clarabóia (além da vintena de páginas de Alabardas, alabardas! espingardas, espingardas!, romance que o autor deixou por concluir), a Caminho deu agora à estampa um volume que congrega um conjunto alargado de testemunhos de escritores, jornalistas, críticos literários e editores.

O que começa por impressionar é o espectro geográfico destes depoimentos. São 24 os países representados, incluindo territórios díspares como El Salvador, Panamá, Sara Ocidental ou Palestina, o que confirma o inacreditável alcance atingido pelos seus livros.

Das múltiplas evocações levadas a cabo poder-se-á construir um retrato invulgarmente pormenorizado do romancista e intelectual empenhado até ao fim. Se a admiração pela vida e obra saramaguiana percorre praticamente todos os textos, existem, todavia, abordagens e aproximações distintas, nada que cause estranheza atendendo ao carácter multifacetado do autor de O ano da morte de Ricardo Reis.

“De todas as coisas que José Saramago podia fazer, morrer era a mais inesperada”, observa o escritor e jornalista italiano Roberto Saviano, referindo-se respeitosamente ao romancista português como “o meu mestre José”.

O naipe de ilustres que acederam a escrever sobre Saramago é extenso. Dario Fo, Umberto Eco, Carlos Fuentes, Baltasar Garzón, Jorge Sampaio, Fernando Meirelles, Moacyr Scliar, Laura Restrepo ou Mia Couto representam uma ínfima parte dessa galeria de personalidades, cativadas pelo poder ficcional dos seus livros mas também, como refere o chileno Luis Sepúlveda, pelo “ícone de decência social”.

Sérgio Almeida
Fonte: Babel/Livros do Mundo - JN

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publicado por Fundação Saramago às 05:16

El año de la muerte de Ricardo Reis - Espanha

Segunda-feira, 25.07.11

fjs

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publicado por Fundação Saramago às 07:56

Levantado del suelo - Espanha

Segunda-feira, 25.07.11

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publicado por Fundação Saramago às 07:35

Manual de pintura y caligrafía - Espanha

Segunda-feira, 25.07.11

fjs

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publicado por Fundação Saramago às 06:56

Morreu Maria Lúcia Lepecki, a escritora que tinha uma “delícia” pela língua portuguesa

Segunda-feira, 25.07.11

fjsA escritora, crítica literária e ensaísta brasileira Maria Lúcia Lepecki morreu este domingo aos 71 anos em Lisboa, vítima de cancro.

Maria Lúcia Lepecki nasceu em Axará, no estado de Minas Gerais, no Brasil, mas estava radicada há várias décadas em Portugal, sendo uma profunda conhecedora da literatura portuguesa, que leccionou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde foi professora catedrática a partir de 1981.

Brasileira de nascimento e portuguesa por casamento, era autora de obras como “O romance português contemporâneo na busca da história e da historicidade, “Uma questão de ouvido: ensaios de retórica e interpretação literária” ou “Meridianos do texto”.

Camilo Castelo Branco foi o centro da sua tese de doutoramento, em 1967, que iniciou anos antes na Universidade de Sorbonne, em Paris, e que viria a terminar na Universidade Federal de Minas Gerais, no Brasil. Fora no Brasil que terminara a licenciatura em Filologia Românica.

Começou a aprender latim, inglês e francês com a mãe, a partir dos nove anos. Numa autobiografia publicada em Dezembro de 2006 no Jornal de Letras, a que deu o nome de “Historinha de vida”, lembra ter crescido, no Brasil, numa casa “cheia de livros e de conversas interessantes”. “Era pouco dada a brincadeiras, de modo que a mamãe teve o bom-senso de me ensinar a ler aos cinco anos. Foi um sossego, a partir dali não me faltou diversão. Lia obsessivamente, do Monteiro Lobato ao Viriato Correia ou o Francisco Marins, e mais o que escarafunchava nas estantes do pai. Dickens, Scott, Dumas e até um livro de capa azul, ‘O Primo Bazílio’. Devorei-o, às escondidas, aos dez anos. Não entendi da missa a metade. Confidenciei o mal-feito ao meu pai, ia eu na casa dos quarenta. E ele: ‘Não te fez mal nenhum, filha’. Teve razão”.

No mesmo texto, recorda que lhe perguntavam com frequência se tinha tido dificuldade em adaptar-se a Portugal. “Na verdade, não”, escreve, para depois acrescentar: “Talvez por causa do meu pai, que, muito conhecedor de História e de Literatura portuguesas, trazia sempre à baila, a propósito ou talvez não, coisas tão diferentes como a “Crónica de Dom João I”, o Eça ou o Marquês de Pombal. Isto para não falar dos três exemplares de “Os Lusíadas”, esparramados estrategicamente pela casa: um no escritório, outro na mesinha da saleta e o terceiro na mesa de cabeceira do pai. Portugal integrava o imaginário da nossa casa. Isto seguramente me facilitou a vida”.

Colaborava em várias revistas e jornais portugueses e estrangeiros, sobretudo na área da literatura, como a Colóquio/Letras e o suplemento literário do Estado de São Paulo.

Em 2004, recebeu o prémio de ensaio literário da Associação Portuguesa de Escritores.

Em 2008, por ocasião do encontro literário Correntes d´Escritas, na Póvoa de Varzim, manifestou-se publicamente contra o novo acordo ortográfico. “"Eu sempre achei que o acordo ortográfico não é preciso: um brasileiro lê perfeitamente a ortografia portuguesa e um português lê perfeitamente a ortografia brasileira”, sustentou na altura.

O escritor Baptista-Bastos, que à Lusa confirmou a morte da ensaísta, referiu-se a Maria Lúcia Lepecki como uma “ensaísta notabilíssima e uma defensora da cultura portuguesa”.

Helena Roseta – que a conheceu no final dos anos 1990 quando organizava o espólio de Natália Correia e de quem Lepecki foi apoiante na candidatura à Câmara de Lisboa, em 2007 – recorda-a pelo “sentido físico muito forte” na forma como comunicava.

A graça que tinha “em pôr as coisas”, diz, traduzia “a delícia pela língua portuguesa” que a acompanhavam na soltura e no riso que lhe vinham de uma “grande vontade de viver”. Força que, recorda Roseta, deixava notar até numa certa sobranceria perante a doença. “Lembro-me, há uns anos, de me ter dito que tinha vencido um ‘cancrito’”.

Fonte: publico.pt

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publicado por Fundação Saramago às 05:21

El Evangelio según Jesucristo - Espanha

Terça-feira, 19.07.11

fjs

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publicado por Fundação Saramago às 09:07


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