Instituto Cervantes homenageia Carlos Fuentes em Madrid
Os escritores Juan Goytisolo, José Manuel Caballero Bonald e Julio Ortega participam na homenagem a Carlos Fuentes que o Instituto Cervantes promove no dia 5 de junho às 19h30 na sede, em Madrid.
O diretor do Instituto Cervantes, Víctor García de la Concha, é um dos oradores, ao lado de Juan Goytisolo, um dos mais marcantes autores da literatura espanhola (Barcelona, 1931), do poeta José Manuel Caballero Bonald (Jerez de la Frontera, 1931), e de Julio Ortega, poeta e professor de Estudos Hispânicos na Universidade de Brown, nos EUA.
O escritor mexicano Carlos Fuentes morreu na Cidade do México no passado dia 15 de maio.
(Na foto, Carlos Fuentes com José Saramago e Juan Goytisolo)
Autoria e outros dados (tags, etc)
Charles Taylor condenado a 50 anos de prisão pelo Tribunal Especial das Nações Unidas
O antigo presidente da Libéria Charles Taylor foi condenado a 50 anos de prisão pelo tribunal especial das Nações Unidas para a Serra Leoa, pelos crimes cometidos na guerra civil de 1991-2002, descritos pelo juiz na leitura da sentença como “os mais abomináveis” na história da humanidade.
Taylor, que insiste estar inocente, fora dado como culpado no mês passado, numa decisão judicial histórica, em 11 acusações de uma série de crimes de guerra – de violações a assassínios ao uso de soldados crianças – devido ao apoio que deu aos rebeldes da Frente Revolucionária na Serra Leoa durante a guerra civil em que morreram dezenas de milhares de pessoas.
É o primeiro antigo chefe de Estado a ser condenado por crimes de guerra num tribunal internacional desde os julgamentos de Nuremberga, no pós II Guerra Mundial.
Os procuradores pediam uma sentença de 80 anos de prisão, que reflectisse “a gravidade dos crimes” cometidos e o “papel principal” que Taylor teve, argumentando ainda que a idade e débil estado de saúde do arguido não deveriam ser considerados como fatores na tomada de decisão da sentença por parte dos juízes.
A defesa argumentou que aquele termo de prisão era “manifestamente desproporcionado e excessivo” e que o tribunal concluíra apenas na culpa do ex-presidente num “papel indirecto”, o de ajudar os rebeldes e não na sua liderança.
Os observadores têm como muito provável que Taylor recorra desta sentença, dando azo a um processo que pode durar até seis meses. Caso a sentença emitida pelo tribunal internacional em Haia seja confirmada, o ex-presidente liberiano deverá cumprir a pena no Reino Unido – a condição posta pelo Governo holandês para que Taylor fosse julgado neste país e não na Serra Leoa, onde se temia que um tal julgamento desestabilizasse a região.
Fonte: Público
Autoria e outros dados (tags, etc)
Conferência de Graciete Besse no Barreiro sobre Levantado do Chão
"Levantados do Chão de Saramago: Os heróis esquecidos da História" é o título da conferência de Graciete Besse, catedrática da Universidade da Sorbonne/Paris IV, na sexta dia 1 de junho, no auditório da Escola Secundária de Santo André, no Barreiro, às 17h30.
A conferência é um dos pontos altos do projeto Oficina Saramago que os muncípios da Moita e do Barreiro, a Cooperativa Cultural Popular Barreirense e a Escola Secundária de Santo André estão a promover.
Graciete Besse, nascida na Caparica em 1951, fixou-se em França em 1974, já com licenciatura em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa. Doutorou-se em Poitiers, em 1985, com uma tese sobre a problemática do espaço na obra de Alves Redol. Responsável do Departamento de Português da Universidade de Paris-Sorbonne (Paris IV), é membro do Conseil National des Universités de França e tem uma vasta obra de estudos literários.
Autoria e outros dados (tags, etc)
Questão palestina em debate em Lisboa
Os embaixadores Abdou Salam Diallo e Riyad Mansour participam em Lisboa no Seminário Internacional sobre A Questão da Palestina e a Paz no Médio Oriente que o MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo da Palestina e pela Paz no Médio Oriente promove no sábado 2 de junho, a partir das 16 horas.
O seminário, com entrada livre, conta com as participações dos dois diplomatas Abdou Salam Diallo, presidente do Comité das Nações Unidas para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino e representante permanente do Senegal nas Nações Unidas, e Riyad Mansour, observador permanente da Palestina nas Nações Unidas, e também do dominicano Frei Bento Domingues, dos investigadores Silas Cerqueira e Pedro Pereira Leite, do coronel na reserva Matos Gomes e do jornalista José Manuel Goulão.
A atriz Maria do Céu Guerra, que preside à direção do MPPM, dirigirá a sessão, com a qual se pretende uma "ampla troca de impressões que permita elevar o nível de consciência da opinião pública em Portugal para a situação em que se encontra o povo da Palestina, na luta pela realização dos seus inalienáveis direitos, e sobre os perigos que ameaçam a paz na região".
O seminário decorre no Auditório Armando Guebuza da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, no Campo Grande 380-B, em Lisboa, a partir das 16 horas de 2 de junho.
Autoria e outros dados (tags, etc)
Günter Grass denuncia "A Vergonha da Europa"
O escritor alemão Günter Grass publicou um poema épico, no jornal Süddeutsche Zeitung, a criticar a política da Europa humilhante para a Grécia.
“A Vergonha da Europa” é o título do poema do Nobel da Literatura, que critica a chanceler alemã Angela Merkel por defender que a Grécia deve aplicar uma política de austeridade. Grass lembra a história da Grécia e a dívida que a Europa tem perante as suas origens: “Tu vais definhar privada de alma sem o país que te concebeu, tu, Europa. Afastas-te do país que foi o teu berço, próximo do caos, porque não conforme aos mercados”.
Ao mesmo tempo, a Grécia, “condenada à pobreza, cujas riquezas ornamentam os museus”, é “agora mal tolerada”. “Humilhado, porque crivado de dívidas, um país sofre.”
Günter Grass termina o poema dizendo que a Europa está a obrigar a Grécia a beber de um copo envenenado, como aconteceu com o filósofo grego Sócrates.
Em abril, Günther Grass foi considerado “persona non grata” pelo governo de Israel, depois de ter publicado um poema em que afirmava que o Estado judaico é uma ameaça para o mundo devido ao seu poder nuclear.
La vergüenza de Europa
Aunque próxima al caos, por no agradar al mercado, lejos estás de la tierra que tu cuna fue.
Lo que con el alma buscaste y creíste encontrar
hoy lo desechas, peor que chatarra valorado.
Desnuda en la picota del deudor, sufre una nación a la que dar las gracias era antaño lo más natural.
País condenado a ser pobre, cuya riqueza
adorna cuidados museos: botín por ti vigilado.
Los que invadieron con armas esa tierra bendita de islas llevaban, con su uniforme, a Hölderlin en la mochila.
País tolerado ya apenas, a cuyos coroneles
toleraste un día en calidad de aliados.
País sin ley al que el poder, que siempre tiene razón, aprieta el cinturón más y más.
Desafiándote viste de negro Antígona, y en el país entero hoy lleva luto el pueblo cuyo huésped eras.
Pero, fuera de ese país, el cortejo de parientes de Creso ha acumulado en tus cámaras cuanto brillaba dorado.
¡Bebe de una vez, bebe! grita la clac de los comisarios, pero airado te devuelve Sócrates su copa a rebosar.
Maldecirán los dioses a coro lo que te pertenece, pero sin tu permiso no se podrá expropiar el Olimpo.
Sin ese país te marchitarás, Europa, privada del espíritu que un día te concibió.
Autoria e outros dados (tags, etc)
O livro que salvou a vida ao poeta Antonio Machado foi publicado há 100 anos
Em 1912, o poeta sevilhano Antonio Machado publicou "Campos de Castilla", o livro que, como ele próprio escreveu ao editor, o salvou do suicídio.
A jovem mulher de Machado, Leonor Izquierdo, morrera de tuberculose e o poeta pensava em "dar um tiro na cabeça", mas o êxito do livro, que vendeu 2300 exemplares logo na primeira edição e foi saudado com entusiasmo por críticos como Miguel de Unamuno e Ortega y Gasset, deu-lhe forças para continuar.
Poeta maior da língua espanhola e símbolo da resistência republicana, Machado veio a morrer em 1939 em França, onde se exilara após a derrota na Guerra Civil, quando tinha 64 anos.
*
http://cultura.elpais.com/cultura/2012/0




