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Rita Levi-Montalcini

Domingo, 30.12.12

"Quando for crescido quero ser como Rita", afirmou José Saramago sobre Rita Levi-Montalcini. A neurologista, vencedora do Prémio Nobel de Medicina em 1986, morreu hoje em Roma aos 103 anos.

Quando for crescido quero ser como Rita
José Saramago

Esta Rita a quem quero parecer-me quando for crescido é Rita Levi-Montalcini, ganhadora do Prémio Nobel de Medicina em 1986 pelas suas investigações sobre o desenvolvimento das células neurológicas. Ora, Prémio Nobel é coisa que já tenho, logo não seria por ambição dessa grande ou pequena glória, as opiniões dos entendidos divergem, que estou disposto a deixar de ser quem tenho sido para tornar-me em Rita. De mais a mais estando eu numa idade em que qualquer mudança, mesmo quando prometedora, sempre se nos afigura um sacrifício das rotinas em que, mais ou menos, acabámos por nos acomodar.

E por que quero eu parecer-me a Rita? É simples. No acto do seu investimento como Doutora “Honoris Causa” na aula magna da Universidade Complutense, de Madrid, esta mulher, que em Abril completará cem anos, fez umas quantas declarações (pena que não tenhamos conseguido a transcrição completa do seu improvisado discurso) que me deixaram ora assombrado, ora agradecido, posto que não é fácil imaginar juntos e unidos estes dois sentimentos extremos. Disse ela: “Nunca pensei em mim mesma. Viver ou morrer é a mesma coisa. Porque, naturalmente, a vida não está neste pequeno corpo. O importante é a maneira como vivemos e a mensagem que deixamos. Isso é o que nos sobrevive. Isso é a imortalidade”. E disse mais: “É ridícula a obsessão do envelhecimento. O meu cérebro é melhor agora do que foi quando eu era jovem. É verdade que vejo mal e oiço pior, mas a minha cabeça sempre funcionou bem. O fundamental é manter activo o cérebro, tentar ajudar os outros e conservar a curiosidade pelo mundo”. E estas palavras que me fizeram sentir que havia encontrado uma alma gémea: “ Sou contra a reforma ou outro qualquer outro tipo de subsídio. Vivo sem isso. Em 2001 não cobrava nada e tive problemas económicos até que o presidente Ciampi me nomeou senadora vitalícia”.

Nem toda a gente estará de acordo com este radicalismo. Mas aposto que muitos dos que me lêem vão também querer ser como Rita quando crescerem. Que assim seja. Se o fizerem tenhamos a certeza de que o mundo mudará logo para melhor. Não é isso o que andamos a dizer que queremos? Rita é o caminho.

Foto: Rita Levi Montalcini retratada junto a Marie Curie por Sofía Gandarias. A foto foi tirada no edtúdio da pintora, em Madrid

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Fallece Rita Levi-Montalcini, neuróloga comprometida y perseverante
El País

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publicado por Fundação Saramago às 23:13

2012 - Um ano de atividades

Sábado, 29.12.12

A fechar o ano de 2012, o primeiro da Fundação José Saramago na sua nova sede na Casa dos Bicos, aqui deixamos um resumo das atividades deste ano que agora chega ao fim, afirmando a continuidade do nosso trabalho.

Nesta oportunidade, gostaríamos de agradecer a todos os nossos parceiros, a todos os que nos visitaram e participaram nas nossas iniciativas e a todos os nossos amigos que nos acompanham através da "página infinita da Internet".

Atividades 2012 (pdf)

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publicado por Fundação Saramago às 16:26

"O Retorno" de Dulce Maria Cardoso entre os 10 melhores livros publicados este ano no Brasil

Sábado, 29.12.12

O belíssimo romance "O Retorno" de Dulce Maria Cardoso está entre os melhores livros publicados em 2012 no Brasil, na opinião dos críticos do jornal O Globo.

A obra, publicada em Portugal em 2011, é considerada no'O Globo como "uma narrativa delicada sobre perdas e amadurecimento", conta o difícil percurso de Rui, um jovem que sai de Angola em 1975, no período tumultuoso que antecedeu a independência do novo país, e a sua adaptação à vida em Portugal.

Galardoado com o Prémio Especial da Crítica nos Prémios LER/Booktailors 2011, este é o quarto romance de Dulce Maria Cardoso, já em 2009 distinguida com o Prémio Europeu de Literatura pelo romance “Os Meus Sentimentos".

O Globo

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publicado por Fundação Saramago às 16:07

Morreu Paulo Rocha, o realizador de "Os Verdes Anos"

Sábado, 29.12.12

O cineasta português Paulo Rocha, autor do lendário filme "Os Verdes Anos" (1963), morreu hoje, aos 77 anos, informou a Lusa citando uma familiar do realizador que foi assistente de Jean Renoir.

Paulo Rocha estava hospitalizado num hospital privado de Gaia, onde morreu esta manhã. Com uma carreira de 50 anos, Paulo Rocha tinha completado 77 anos no passado dia 22. "Mudar de Vida" (1966) - filme que tem por fundo a emigração, "A Ilha dos Amores"(1982), "A Raiz do Coração" (2000) e "Vanitas" (2004) foram algumas das obras que realizou.

Depois de ter frequentado o curso de Direito, Paulo Rocha iniciou-se no cinema em Paris, para onde foi em 1959 estudar realização. Concluído o curso, tornou-se assistente de realização do cineasta francês Jean Renoir e quando regressou a Portugal foi assistente de Manoel de Oliveira em "Acto de Primavera", em 1963. Foi diretor do Centro Português de Cinema, de 1973 a 1974, depois de ser membro da Comissão Instaladora da Escola de Cinema. Entre 1975 e 1983 foi adido cultural da Embaixada de Portugal em Tóquio, no Japão.

Ler mais em Público

Foto de Fernando Veludo

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publicado por Fundação Saramago às 15:39

Carvalho da Silva entrevista Lula da Silva em edição especial do DN

Sábado, 29.12.12

A edição de hoje do Diário de Notícias, no 148.º aniversário do jornal, é dirigida pelo professor universitário Manuel Carvalho da Silva, que assina uma extensa entrevista a Lula da Silva intitulada "O que faliu foi a economia fictícia, não a dos países e dos povos". Uma fotografia especial acompanha o texto que diretor por um dia escreveu sobre o ex-presidente: os dois juntos e mais jovens, quando ambos eram dirigentes sindicais.

Nesta edição especial do DN é possível ler textos de opinião e reportagens sobre a situação social e política, sob o tema global "Um Portugal mais forte do que a crise", expressão usada na manchete do jornal.

Com uma grande ilustração a cores de André Carrilho na primeira página, esta edição tem ainda uma entrevista a Eduardo Lourenço e um debate que junta Arménio Carlos e João Proença, os responsáveis da CGTP-IN e da UGT. Além do trabalho especiaficamente feito para esta edição pela equipa de jornalistas do DN com coordenação de Carvalho da Silva, são publicados artigos de opinião de Mário Soares, Teresa Pizarro Beleza, Boaventura de Sousa Santos, Pilar del Río, Pepetela, D. Manuel Clemente, Carlos Carvalhas, Tarso Genro, José António Griñan, Francisco Bendrau Sarmento, Jorge Rocha de Matos e Fortunato Frederico.

 

Diário de Notícias

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publicado por Fundação Saramago às 12:30

Um tribunal ordena a detenção de oito militares pela morte de Víctor Jara

Sábado, 29.12.12

O Tribunar de Recursos de Santiago ordenou a detenção de oito ex-oficiais do Exército chileno que terçao estado implicados na morte do cantautor Víctor Jara, morto no Estádio do Chile, em 1973.

O juiz Miguel Vásquez ordenou a detenção do coronel Hugo Sánchez Marmonti e do tenente Pedro Barrientos Núñez.

Outros seis soldados deverão também ser acusados como cúmplices de homicídio pelo seu papel na morte do cantautor dias depois do golpe de Estado de Augusto Pinochet em 1973.

Vásquez ordenou a captura internacional de Barrientos Núñez, o único dos militares que se encontra fora do país, segundo informou o diário La Tercera.

O juiz assinalou no auto do processo que a 11 de setembro de 1973 tropas do Exército sitiaram a Universidade Técnica do Estado e detiveram milhares de alunos, docentes e pessoal da instituição, entre os quais se encontrava Víctor Jara.

Vásquez explica que a maior parte dos detidos acabaram no Estádio do Chile - ao qual foi atribuído o nome de Víctor Jara, em 2003 - sob custódia de vários efectivos do Exército. Jara foi torturado nesse mesmo edifício e a 16 de setembro foi executado.

O cantautor recebeu um total de 44 tiros e foi arrastado pelas ruas da capital chilena. A mulher de Jara, Juana, reconheceu o cadáver do seu marido numa morgue e após enterrá-lo num cemitério da cidade, fugiu em segredo do país.

Fonte: El País

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publicado por Fundação Saramago às 10:56


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