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  <title>Fundação José Saramago</title>
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  <description>Fundação José Saramago - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Fri, 19 Apr 2013 11:21:56 GMT</pubDate>
  <title>&quot;A Estátua e a Pedra&quot; apresenta-se hoje mundialmente na FILBo</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=Zy5tbHyEukzTo3wqMCIE&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba7141e42/14883451_o6s47.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;296&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A Feira do Livro de Bogotá recebe hoje a apresentação mundial do livro &lt;em&gt;A Estátua e a Pedra&lt;/em&gt;, numa sessão que contará com a presença de Pilar del Río. Disponível já há alguns dias nas livrarias portuguesas, esta edição da Fundação José Saramago traz a público uma conferência do escritor proferida em Turim, na qual José Saramago revisita a sua obra, afirmando, por exemplo, &quot;Quando terminei &lt;em&gt;O Evangelho&lt;/em&gt; ainda não sabia que até então tinha andado a descrever estátuas. Tive de entender o novo mundo que se me apresentava ao abandonar a superfície da pedra e passar para o seu interior, e isso aconteceu com &lt;em&gt;Ensaio sobre a Cegueira&lt;/em&gt;. Percebi, então, que alguma coisa tinha terminado na minha vida de escritor e que algo diferente estava a começar.&quot; &lt;em&gt;A estátua e a Pedra&lt;/em&gt; chega acompanhado por dois textos introdutórios de Giancarlo Depretis e Luciana Stegagno Picchio e de um epílogo de Fernando Gómez Aguilera.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O jornalista Ricardo Alexandre (RTP) conversou com Pilar del Río a propósito da edição de &lt;i&gt;A Estátua e a Pedra&lt;/i&gt;, conversa que pode ser ouvida &lt;a href=&quot;http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=645061&amp;amp;tm=4&amp;amp;layout=123&amp;amp;visual=61&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Lisboa, a sessão de apresentação terá lugar no dia 7 de maio, na Casa dos Bicos.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>a estátua e a pedra</category>
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  <category>feira do livro de bogotá</category>
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  <pubDate>Mon, 25 Mar 2013 13:39:04 GMT</pubDate>
  <title>Acabados de chegar</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=1b4L6soB7wFOwvkHuaAS&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5d14948d/14775281_fekhD.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;426&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Acabam de chegar à Fundação José Saramago os primeiros exemplares de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://josesaramago.org/401204.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;A Estátua e a Pedra&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de José Saramago.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Disponíveis a partir de amanhã na nossa livraria/loja na Casa dos Bicos.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 04 Mar 2013 00:13:25 GMT</pubDate>
  <title>O exemplo de Lisboa e da Fundação José Saramago em destaque no Herald Scotland</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=tgaI4vQ20fSIgw5zz4CR&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd413259e/14688748_f3sEy.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;420&quot; height=&quot;181&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Se Portugal honra Saramago, não devíamos fazer o mesmo aos nossos heróis literários?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com esta pergunta, Rosemary Goring, editora literária e colunista do &lt;em&gt;Herald Scotland&lt;/em&gt; intitula o seu artigo dedicado a Lisboa e à visita que realizou à Casa dos Bicos, sede da Fundação José Saramago. Traçando um percurso pela Casa e pela vida de José Saramago, a jornalista afirma que mesmo para uma turista que não fala uma palavra de português e que apenas leu um livro do Escritor, ficou comovida com a informação prestada pela Fundação sobre a sua vida e obra, referindo por fim a oliveira plantada junto à Casa, que acolhe as cinzas de José Saramago.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por fim, questiona-se sobre o porquê de num país como a Escócia, &quot;que não sofreu a recente devastação económica do Portugal recente [...] ainda se esperar por tributos dignos de grande autores como Robert Louis Stevenson ou Hugh MacDiarmid entre outros que, como Saramago, moldaram a nossa imaginação e até, em alguns casos, as nossas vidas&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O texto completo pode ser lido &lt;a href=&quot;http://www.heraldscotland.com/books-poetry/comment-debate/if-portugal-can-honour-saramago-shouldnt-we-do-the-same-for-our-literary-heroes.20342505&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>lisboa</category>
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  <pubDate>Sat, 23 Feb 2013 10:58:33 GMT</pubDate>
  <title>90 Anos de José Saramago em Peniche</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=pf9j3m5or1deuTHmqa62&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B53130605/14653547_UcHh5.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;301&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A cidade de Peniche recebe a partir de hoje um conjunto de actividades programadas para celebrar os 90 Anos de José Saramago. Hoje serão inauguradas duas exposições e Pilar del Río proferirá, pelas 16h30 e no Forte da vila, em tempos prisão política, uma conferência subordinada ao tema &lt;em&gt;José Saramago, Liberdade e Cidadania&lt;/em&gt;. Até ao dia 16 de março as exposições acolherão as visitas do público em geral e do público escolar. Ao longo destas duas semanas serão exibidos os filmes &lt;em&gt;José e Pilar&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A Maior Flor do Mundo&lt;/em&gt;. A comemoração dos 90 Anos encerra no dia 16 de março com a leitura de poemas de José Saramago pelo actor Vítor de Sousa. A organização é da Câmara Municipal de Peniche, com o apoio da FNAC Portugal e da Fundação José Saramago.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;(Carregar na imagem para aumentar)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>peniche</category>
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  <pubDate>Wed, 20 Feb 2013 10:10:02 GMT</pubDate>
  <title>Blimunda # 9, fevereiro 2013</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=WwFk1zDaHz6ZHgFdyE7o&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B36124885/14636050_owZN1.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;353&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;

 &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://media.josesaramago.org/blimunda/blimunda_9_fevereiro_2013.pdf&quot;&gt;Descarregar &lt;em&gt;Blimunda&lt;/em&gt; # 9 português (pdf)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando foi criada, em 2007, a Fundação José Saramago assumiu como um dos seus objectivos a defesa e promoção da cultura nas suas mais diversas formas. O número de Fevereiro da &lt;em&gt;Blimunda&lt;/em&gt;, que agora se publica, junta este objectivo a outro, também enunciado na Declaração de Princípios lavrada por José Saramago, o de recuperar autores, figuras da cultura que com o passar dos anos foram caindo numa zona de sombra que os afasta do contacto com o mundo. Por isso este número é dedicado a Michel Giacometti, uma das figuras fundamentais na recuperação do património cultural português.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o dossier organizado por Sara Figueiredo Costa contou-se com a colaboração de quatro figuras do panorama musical que, acompanhados de fotografias cedidas pelo Museu da Música Portuguesa, traçam um percurso pelos caminhos trilhados por Giacometti.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a &lt;em&gt;Blimunda&lt;/em&gt; está atenta ao futuro, e o futuro passa, segundo algumas opiniões, pelo digital. Acompanhou-se a primeira edição do Congresso ABC da Edição Digital, organizado pela Nave Especial, que junta a editora Pato Lógico à Biodroid, e publicam-se duas entrevistas a André Letria e Gemma Lluch realizadas por Andreia Brites.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Saramaguiana, ponto de encontro mensal para os leitores de José Saramago, traz um texto de Augusto Rodrigues, Professor da Universidade de Brasília, lido no Congresso Sinfo Saramago, que teve lugar em Lisboa e que terá continuação nos próximos meses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Boa leitura.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 12px auto 6px; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 14px; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; display: block; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a style=&quot;text-decoration: underline;&quot; title=&quot;View Blimunda 9 Fevereiro 2013 on Scribd&quot; href=&quot;http://www.scribd.com/doc/126011754/Blimunda-9-Fevereiro-2013&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Blimunda 9 Fevereiro 2013&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; by &lt;a style=&quot;text-decoration: underline;&quot; title=&quot;View Fundação José Saramago&amp;#39;s profile on Scribd&quot; href=&quot;http://pt.scribd.com/fundacao_fjs&quot;&gt;Fundação José Saramago&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.scribd.com/embeds/126011754/content?start_page=1&amp;view_mode=scroll&amp;access_key=key-1jbm72azsu7awth16511&quot; width=&quot;100%&quot; height=&quot;600&quot; scrolling=&quot;no&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>michel giacometti</category>
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  <category>jose saramago</category>
  <category>cabeçalho</category>
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  <pubDate>Fri, 08 Feb 2013 11:46:41 GMT</pubDate>
  <title>Novo prazo no Prémio de Fotografia &quot;Retratar um Livro&quot;</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;O prazo para envio de fotografias para o Prémio &quot;Retratar um Livro&quot; foi alargado. Os trabalhos poderão, agora, ser enviados até ao dia 22 de fevereiro, ou via CTT, tendo o carimbo no máximo esta data, ou entregues na Casa dos Bicos até ao mesmo dia.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=49P3VGk5hebitTrD0l08&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B17129769/14596557_Mqp4Y.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;358&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://media.josesaramago.org/retratar_um_livro/regulamento_retratar_um_livro_2012.pdf&quot;&gt;&lt;strong&gt;Descarregar regulamento (pdf)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>retratar um livro</category>
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  <pubDate>Tue, 29 Jan 2013 13:19:49 GMT</pubDate>
  <title>Doze livros de Saramago são proibidos pelo Opus Dei, revela DN</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=r1MzTFjaCbELqT8ycDw5&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4a12a606/14554156_qTZL6.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;200&quot; height=&quot;194&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Doze livros de José Saramago estão entre os classificados com os mais altos níveis de interdição do Opus Dei a nível internacional, num Index que envolve 79 obras de autores portugueses, incluindo Eça de Queirós, Fialho de Almeida, Vergílio Ferreira, Miguel Torga, Lídia Jorge ou David Mourão-Ferreira. Esta é uma das revelações de um extenso trabalho de reportagem feito pelo jornalista Rui Pedro Antunes e publicado no dia 28 de janeiro no Diário de Notícias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O dossier analisa as formas de financiamento e o milionário património do Opus Dei, organização criada por Escrivá de Balaguer e presente em Portugal em várias áreas do poder político e económico. Inclui uma entrevista com o líder do Opus Dei em Portugal, José Rafael Espírito Santo, e depoimentos de responsáveis da Igreja Católica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A existência de um Index de livros - de ficção e de não ficção - é outro tema essencial deste conjunto de textos do Diário de Notícias, que entrevista a propósito a presidenta da Fundação José Saramago. &quot;Só me surpreende que não estejam nessa lista todos os livros de José Saramago&quot;, diz Pilar del Río, que considera o Opus Dei &quot;uma seita para castrar&quot;. Sublinha que José Saramago nunca escreveu sobre a mesma porque &quot;essa seita é uma formiga e por isso não lhe interessava para nada&quot;. Os livros de Saramaga que o Opus Dei proíbe aos seus membros são: &lt;em&gt;Caim&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Evangelho segundo Jesus Cristo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Manual de Pintura e Caligrafia&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Memorial do Convento&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lídia Jorge, cujos livros &lt;em&gt;A Costa dos Murmúrios&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Dia dos Prodígios&lt;/em&gt; têm também o nível mais alto de interdição, diz que este Index é &quot;uma vergonha&quot;, uma listagem &quot;feita por gente retrógrada e abstrusa&quot;. E acrescenta: &quot;São pessoas que desprezo porque se armam em mentores, em guardas morais, quando, no fundo, revelam uma ignorância absoluta sobre o papel da literatura&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De Eça de Queirós, o Opus Dei proíbe, com o nível mais alto,&lt;em&gt; A Relíquia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Crime do Padre Amaro&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Primo Basílio. Os Maias&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; A Capital &lt;/em&gt;e&lt;em&gt; Correspondência de Fradique Mendes &lt;/em&gt;estão no segundo nível mais alto de proibição, isto é, são &quot;livros que não é possível ler exceto com a autorização da Cúria&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os autores portugueses não estão sozinhos nesta lista que tem seis níveis de interdição, o mais alto dos quais é de &quot;leitura absolutamente proibida&quot;. Dela fazem parte 14 dos 15 últimos prémios Nobel da Literatura (apenas se exclui Le Clézio), e Mario Vargas Llosa é o que tem mais obras indiciadas, num total de 17, vindo logo a seguir José Saramago com doze.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também na não ficção a lista revelada pelo Diário de Notícias é e extensa e variada, indo desde Marx e Freud a Jean-Jacques Rousseau, Charles Darwin e Hitler. Entre as obras portuguesas, estão &lt;em&gt;Portugal Amordaçado&lt;/em&gt; de Mário Soares, &lt;em&gt;A Revolução de 1383&lt;/em&gt; de António Borges Coelho e até a História da Literatura portuguesa de António José Saraiva e Óscar Lopes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na imagem, ilustração de Helder Oliveira para o DN&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/especiais/especial.aspx?especial=Os%20segredos%20do%20Opus%20Dei%20-%20Grande%20Investiga%E7%E3o&amp;amp;seccao=Sociedade&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>eça de queirós</category>
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  <pubDate>Mon, 28 Jan 2013 16:50:44 GMT</pubDate>
  <title>Qué diría hoy Saramago</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;A jornalista e escritora Rosa María Artal passou por Lisboa e pela Casa dos Bicos e assim nos conta a sua experiência num artigo publicado no jornal eldiario.es:&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=dNIDf7FeFZfYJwk2AW9T&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbe11aa4f/14550336_OkHSz.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;247&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;¿Qué diría José Saramago de lo que nos está tocando vivir? Cabe preguntárselo ahora que nos van faltando referentes y el silencio se adueña de muchos que podrían hablar. Hace poco más de dos años y medio que nos falta y su figura crece –si cabe- en su obra viva, pero si quieren realmente sentir a Saramago, premio Nobel de Literatura, escritor, político, hombre, idea, nada como visitarle en la Fundación que lleva su nombre en Lisboa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las cenizas de José Saramago están enterradas en plena calle, a la puerta de Casa dos Bicos donde, desde unos pocos meses, funciona la Fundación en su memoria. Bajo un olivo centenario traído de Azinhaga, su aldea natal. Y con tierra de Lanzarote, la isla canaria donde vivió porque vientos de incomprensión por su obra le habían alejado de Portugal. En particular por El Evangelio según Jesucristo (1991). Una frase de Memorial del Convento fija en el suelo un lema simbólico: “No subió a las estrellas porque pertenecía a la tierra”. Y ahí está. Con todo aquél que se acerque.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eldiario.es/cultura/diria-hoy-Saramago_0_94141116.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Continuar a ler&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>rosa maria artal</category>
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  <pubDate>Fri, 25 Jan 2013 17:55:11 GMT</pubDate>
  <title>Lanzarote dedicará a José Saramago una rotonda con un olivo de acero en el centro</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=wgGtIHLUK5SyyH8cJ3m4&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B87121283/14421113_Ws7ol.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;233&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.acasajosesaramago.com/component/content/article/158-gobierno-cabildo-y-ayuntamiento-de-tias-en-a-casa&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Gobierno, Cabildo y Ayuntamiento de Tías en A Casa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Página Web de A Casa&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Una escultura de acero de casi cinco metros de altura que representa a un olivo será instalada el próximo mes de marzo en las proximidades de la sede la Fundación José Saramago, en Lanzarote, en las islas Canarias (España), coincidiendo con el segundo aniversario de su apertura al público.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El proyecto fue presentado hoy en Tías (Lanzarote) por la presidenta de la Fundación y viuda del escritor, Pilar del Río; la consejera de Bienestar Social y Cultura del Gobierno de Canarias, Inés Rojas; el presidente del Cabildo, Pedro San Ginés; y el alcalde de Tías, Francisco Hernández, representantes de las instituciones que conjuntamente han hecho posible la iniciativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inés Rojas ha destacado que la escultura se erigirá en medio de la rotonda existente junto a la sede de la Fundación, en las inmediaciones de la que fue residencia del Nobel portugués.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rojas ha explicado que esta iniciativa pretende dejar constancia, mediante una imagen representativa de Saramago, de su presencia en Lanzarote, donde se fraguaron varias de sus creaciones literarias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El presidente del Cabildo, Pedro San Ginés, ha reconocido que Lanzarote &quot;jamás podrá pagar&quot; a Saramago el hecho de que se enamorara de la isla y decidiera vivir en ella. &quot;Pero sí podemos agradecérselo y esta es una manera de hacerlo&quot;, ha añadido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pilar del Río ha destacado la importancia de que representantes de instituciones distintas y de colores políticos diferentes se hayan sentado hoy en torno a una misma mesa por la cultura, &quot;algo que forma parte del espíritu de Saramago&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La presidenta de la Fundación José Saramago ha recordado la influencia que Lanzarote y su paisaje tuvo en la obra del escritor portugués, algo que se refleja en &quot;La estatua y la piedra&quot;, donde el Nobel reconocía que su contacto con la isla le hizo modificar su estilo y su forma de ver las cosas, de tal manera que a partir de entonces le interesó más la piedra y su materia que la estatua.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=PKwgv2CIV76LjKnz6pwY&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba9122a7a/14386909_1nBNz.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;281&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://noticias.terra.cl/libros/un-olivo-de-acero-de-cinco-metros-recordara-a-saramago-en-lanzarote,09b96dd43c17c310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;EFE&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;--&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La escultura de un olivo de cinco metros recordará a José Saramago&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://www.revistaenie.clarin.com/literatura/escultura-Jose_Saramago_0_853714821.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em&gt;Clarín&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://www.eldiario.es/politica/acero-metros-recordara-Saramago-Lanzarote_0_94141020.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em&gt;eldiario.es&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=612617&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;br /&gt;la provincia&lt;br /&gt;Diário de Notícias&lt;br /&gt;Diário Digital&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://www.laprovincia.es/lanzarote/2013/01/26/olivo-acero-saramago/510912.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 16 Jan 2013 10:35:47 GMT</pubDate>
  <title>Haiti, três anos depois</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=aPw02H3wpKvjUqcKsfaP&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb01141cf/14236622_zPkok.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;281&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eldiario.es/internacional/Haiti-despues-terremoto_12_89361064.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em&gt;Haiti, ano 3 depois do terramoto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ler a notícia e ver fotografias&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El papel del intelectual en las crisis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;José Saramago no podía permanecer al margen de la tragedia que sufrían miles de personas que, siendo tan humanas como él, estaban condenadas a sufrir los mayores rigores de la vida y, en tantos casos, acabar en la muerte más atroz. No podía hacer, desde su casa de Lanzarote, nada más que poner en evidencia las contradicciones de un mundo que manda aparatos a Marte a la vez que ignora el estado de pobreza e indefensión en que viven millones de personas. O sí podía intervenir más: pensó, e inmediatamente se dirigió a sus editores, proponiéndoles realizar algo más concreto que unas palabras de solidaridad, les sugirió la reedición de un libro -La basa de piedra- con un un subtitulo bien claro: &quot;Camino de Haití&quot; y ceder todos los derechos de ese libro para, tal vez, reconstruir una escuela y hacerlo con los cimientos suficientes para que en el próximo terremoto no se desplome aplastando a los alumnos, los niños que estén dentro tratando de aprender o refutar lo que los mayores enseñamos, tan poco ejemplar a veces. La iniciativa tuvo una acogida mediana, porque es en la medianía donde estamos instalados. En cualquier caso, José Saramago dio el paso adelante y tal vez al hacerlo nos demostró que nuestra sensibilidad dura lo que duran las imágenes de un telediario, eso cuando no apartamos la cabeza para no verlas... Somos ciegos que viendo no vemos, escribió José Saramago. Así nos va.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pilar del Río&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2 style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Quantos Haitis?&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;No Dia de Todos os Santos de 1755 Lisboa foi Haiti. A terra tremeu quando faltavam poucos minutos para as dez da manhã. As igrejas estavam repletas de fiéis, os sermões e as missas no auge… Depois do primeiro abalo, cuja magnitude os geólogos calculam hoje ter atingido o grau 9 na escala de Richter, as réplicas, também elas de grande potência destrutiva, prolongaram-se pela eternidade de duas horas e meia, deixando 85% das construções da cidade reduzidas a escombros. Segundo testemunhos da época, a altura da vaga do tsunami resultante do sismo foi de vinte metros, causando 600 vítimas mortais entre a multidão que havia sido atraída pelo insólito espectáculo do fundo do rio juncado de destroços dos navios ali afundados ao longo do tempo. Os incêndios durariam cinco dias. Os grandes edifícios, palácios, conventos, recheados de riquezas artísticas, bibliotecas, galerias de pinturas, o teatro da ópera recentemente inaugurado, que, melhor ou pior, haviam aguentado os primeiros embates do terramoto, foram devorados pelo fogo. Dos 275 mil habitantes que Lisboa tinha então, crê-se que morreram 90 mil. Conta-se que à pergunta inevitável “E agora, que fazer?”, o secretário de Estrangeiros Sebastião José de Carvalho e Melo, que mais tarde viria a ser nomeado primeiro-ministro, teria respondido “Enterrar os mortos e cuidar dos vivos”. Estas palavras, que logo entraram na História, foram efectivamente pronunciadas, mas não por ele. Disse-as um oficial superior do exército, desta maneira espoliado do seu haver, como tantas vezes acontece, em favor de alguém mais poderoso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A enterrar os seus cento e vinte mil ou mais mortos anda agora o Haiti, enquanto a comunidade internacional se esforça por acudir aos vivos, no meio do caos e da desorganização múltipla de um país que mesmo antes do sismo, desde gerações, já se encontrava em estado de catástrofe lenta, de calamidade permanente. Lisboa foi reconstruída, o Haiti também o será. A questão, no que toca ao Haiti, reside em como se há-de reconstruir eficazmente a comunidade do seu povo, reduzido não só à mais extrema das pobrezas como historicamente alheio a um sentimento de consciência nacional que lhe permitisse alcançar por si mesmo, com tempo e com trabalho, um grau razoável de homogeneidade social. De todo o mundo, de distintas proveniências, milhões e milhões de euros e de dólares estão sendo encaminhados para o Haiti. Os abastecimentos começaram a chegar a uma ilha onde tudo faltava, fosse porque se perdeu no terramoto, fosse porque nunca lá existiu. Como por acção de uma divindade particular, os bairros ricos, em comparação com o resto da cidade de Porto Príncipe, foram pouco afectados pelo sismo. Diz-se, e à vista do que aconteceu no Haiti parece certo, que os desígnios de Deus são inescrutáveis. Em Lisboa as orações dos fiéis não puderam impedir que o tecto e e os muros das igrejas lhes caíssem em cima e os esmagassem. No Haiti, nem mesmo a simples gratidão por haverem salvo vidas e bens sem nada terem feito para isso, moveu os corações dos ricos a acudir à desgraça de milhões de homens e mulheres que não podem sequer presumir do nome unificador de compatriotas porque pertencem ao mais ínfimo da escala social, aos não-ser, aos vivos que sempre estiveram mortos porque a vida plena lhes foi negada, escravos que foram de senhores, escravos que são da necessidade. Não há notícia de que um único haitiano rico tenha aberto os cordões ou aliviado as suas contas bancárias para socorrer os sinistrados. O coração do rico é a chave do seu cofre-forte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Haverá outros terramotos, outras inundações, outras catástrofes dessas a que chamamos naturais. Temos aí o aquecimento global com as suas secas e as suas inundações, as emissões de CO2 que só forçados pela opinião pública os governos se resignarão a reduzir, e talvez tenhamos já no horizonte algo em que parece ninguém querer pensar, a possibilidade de uma coincidência dos fenómenos causados pelo aquecimento com a aproximação de uma nova era glacial que cobriria de gelo metade da Europa e agora estaria dando os primeiros e ainda benignos sinais. Não será para amanhã, podemos viver e morrer tranquilos. Mas, di-lo quem sabe, as sete eras glaciais por que o planeta passou até hoje não foram as únicas, outras haverá. Entretanto, olhemos para este Haiti e para os outros mil Haitis que existem no mundo, não só para aqueles que praticamente estão sentados em cima de instáveis falhas tectónicas para as quais não se vê solução possível, mas também para os que vivem no fio da navalha da fome, da falta de assistência sanitária, da ausência de uma instrução pública satisfatória, onde os factores propícios ao desenvolvimento são praticamente nulos e os conflitos armados, as guerras entre etnias separadas por diferenças religiosas ou por rancores históricos cuja origem acabou por se perder da memória em muitos casos, mas que os interesses de agora se obstinam em alimentar. O antigo colonialismo não desapareceu, multiplicou-se numa diversidade de versões locais, e não são poucos os casos em que os seus herdeiros imediatos foram as próprias elites locais, antigos guerrilheiros transformados em novos exploradores do seu povo, a mesma cobiça, a crueldade de sempre. Esses são os Haitis que há que salvar. Há quem diga que a crise económica veio corrigir o rumo suicida da humanidade. Não estou muito certo disso, mas ao menos que a lição do Haiti possa aproveitar-nos a todos. Os mortos de Porto Príncipe foram fazer companhia aos mortos de Lisboa. Já não podemos fazer nada por eles. Agora, como sempre, a nossa obrigação é cuidar dos vivos.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&lt;strong&gt;José Saramago&lt;br /&gt;(Texto publicado em &lt;em&gt;O Caderno de Saramago&lt;/em&gt; a 08 de Fevereiro de 2010)&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=qNPvULHzYlzF04Hzu9Qp&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2a12ea2d/14236668_UWCfU.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;244&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>haiti</category>
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  <pubDate>Sun, 30 Dec 2012 23:13:42 GMT</pubDate>
  <title>Rita Levi-Montalcini</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=kT4635DUAKzsmnhyoInH&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcc12eac6/14191446_oMdqP.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;322&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&quot;Quando for crescido quero ser como Rita&quot;, afirmou José Saramago sobre Rita Levi-Montalcini. A neurologista, vencedora do Prémio Nobel de Medicina em 1986, morreu hoje em Roma aos 103 anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quando for crescido quero ser como Rita&lt;br /&gt;&lt;em&gt;José Saramago&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta Rita a quem quero parecer-me quando for crescido é Rita Levi-Montalcini, ganhadora do Prémio Nobel de Medicina em 1986 pelas suas investigações sobre o desenvolvimento das células neurológicas. Ora, Prémio Nobel é coisa que já tenho, logo não seria por ambição dessa grande ou pequena glória, as opiniões dos entendidos divergem, que estou disposto a deixar de ser quem tenho sido para tornar-me em Rita. De mais a mais estando eu numa idade em que qualquer mudança, mesmo quando prometedora, sempre se nos afigura um sacrifício das rotinas em que, mais ou menos, acabámos por nos acomodar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E por que quero eu parecer-me a Rita? É simples. No acto do seu investimento como Doutora “Honoris Causa” na aula magna da Universidade Complutense, de Madrid, esta mulher, que em Abril completará cem anos, fez umas quantas declarações (pena que não tenhamos conseguido a transcrição completa do seu improvisado discurso) que me deixaram ora assombrado, ora agradecido, posto que não é fácil imaginar juntos e unidos estes dois sentimentos extremos. Disse ela: “Nunca pensei em mim mesma. Viver ou morrer é a mesma coisa. Porque, naturalmente, a vida não está neste pequeno corpo. O importante é a maneira como vivemos e a mensagem que deixamos. Isso é o que nos sobrevive. Isso é a imortalidade”. E disse mais: “É ridícula a obsessão do envelhecimento. O meu cérebro é melhor agora do que foi quando eu era jovem. É verdade que vejo mal e oiço pior, mas a minha cabeça sempre funcionou bem. O fundamental é manter activo o cérebro, tentar ajudar os outros e conservar a curiosidade pelo mundo”. E estas palavras que me fizeram sentir que havia encontrado uma alma gémea: “ Sou contra a reforma ou outro qualquer outro tipo de subsídio. Vivo sem isso. Em 2001 não cobrava nada e tive problemas económicos até que o presidente Ciampi me nomeou senadora vitalícia”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nem toda a gente estará de acordo com este radicalismo. Mas aposto que muitos dos que me lêem vão também querer ser como Rita quando crescerem. Que assim seja. Se o fizerem tenhamos a certeza de que o mundo mudará logo para melhor. Não é isso o que andamos a dizer que queremos? Rita é o caminho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foto: Rita Levi Montalcini retratada junto a Marie Curie por Sofía Gandarias. A foto foi tirada no edtúdio da pintora, em Madrid&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;--&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://sociedad.elpais.com/sociedad/2012/12/30/actualidad/1356885109_735814.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;strong&gt;Fallece Rita Levi-Montalcini, neuróloga comprometida y perseverante&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;El País&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>rita levi montalcini</category>
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  <pubDate>Sat, 29 Dec 2012 16:26:06 GMT</pubDate>
  <title>2012 - Um ano de atividades</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=81KvB8zPEysr4JjPUGdk&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4d113a98/14182678_ITaYK.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;69&quot; height=&quot;144&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A fechar o ano de 2012, o primeiro da Fundação José Saramago na sua nova sede na Casa dos Bicos, aqui deixamos um resumo das atividades deste ano que agora chega ao fim, afirmando a continuidade do nosso trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesta oportunidade, gostaríamos de agradecer a todos os nossos parceiros, a todos os que nos visitaram e participaram nas nossas iniciativas e a todos os nossos amigos que nos acompanham através da &quot;página infinita da Internet&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://media.josesaramago.org/blimunda/actividades_2012.pdf&quot;&gt;&lt;strong&gt;Atividades 2012 (pdf)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>fundação josé saramago</category>
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  <pubDate>Tue, 11 Dec 2012 10:00:34 GMT</pubDate>
  <title>Poema Bar, de Alexandre Borges e João Vasco na Casa dos Bicos</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=kyisA4pjFAuzz2BpjDie&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B44127c2d/14115042_BEsLM.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;274&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;http://player.vimeo.com/video/25183860?badge=0&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;281&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Um piano, uma voz. Fernando Pessoa e Vinicius de Moraes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fechando o ano de actividades na Fundação, e em comemoração dos 90 Anos de José Saramago, a Casa dos Bicos recebe, nos dias 18 e 19 de dezembro, o ator Alexandre Borges e o pianista João Vasco para dois recitais de poemas de Fernando Pessoa e Vinicius de Moraes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As entradas são pagas, com um custo de 6,00 € por pessoa, e o valor resultante da bilheteira reverte na totalidade para a Associação Tempo de Mudar: www.atm.org.pt.&lt;br /&gt;Os bilhetes podem ser comprados na Casa dos Bicos, de 2.ª a 6.ª feira, das 10 às 17h30 horas, e aos sábados, das 10 às 13h30.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui deixamos uma apresentação do espetáculo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sob a égide de Vinicius de Moraes e Fernando Pessoa, “Poema Bar” celebra a poesia e a música de Portugal e Brasil. Ao som de canções e harmonias brasileiras e portuguesas, algumas das mais belas palavras destes poetas serão ditas e cantadas pelas vozes do actor Alexandre Borges, acompanhadas pelo piano de João Vasco. “Poema Bar” foi apresentado em Lisboa, Coimbra, Colónia, Berlim, Rio de Janeiro, Natal, Araçariguama e Estado de São Paulo, tendo o sucesso destas apresentações já garantido o regresso do espectáculo a outras cidades destes países. No horizonte estão também novas actuações junto de outras comunidades lusófonas. &quot;Poema Bar” abraça a cultura, vivências e afectos destes povos irmãos, provando que, afinal, o mar nos une mais do que nos separa.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>casa dos bicos</category>
  <category>fernando pessoa</category>
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  <category>vinicius de moraes</category>
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  <pubDate>Fri, 07 Dec 2012 07:01:49 GMT</pubDate>
  <title>14 Anos!</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;Hoje, 10 de dezembro de 2012, comemoramos os 14 Anos da atribuição do Prémio Nobel de Literatura a José Saramago. A Casa dos Bicos está aberta ao público para recebermos todos os que connosco quiserem celebrar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=U2pzsZPEWapzGkwVF8rB&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb5129d2f/14102825_i3qFc.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;321&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>premio nobel</category>
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  <pubDate>Thu, 06 Dec 2012 12:55:47 GMT</pubDate>
  <title>&quot;José e Pilar&quot; em Londres</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/362216.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 6px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=Jhq0RKDnAFnWFhQaldQ1&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba207d841/9818189_ZOzYc.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;200&quot; height=&quot;142&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Em comemoração dos 90 Anos de José Saramago, o filme &lt;em&gt;José e Pilar&lt;/em&gt; é exibido amanhã, dia 7 de dezembro, em Londres, integrando o programa do 3.º Festival de Cinema Português no Reino Unido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sessão terá lugar no Cine Lumière (Institut Français) pelas 18.20 e à projecção do filme segue-se uma conversa entre Pilar del Río e Maya Jaggi, jornalista do &lt;em&gt;Guardian&lt;/em&gt; e responsável por mais de uma dezenas de entrevistas e artigos sobre do Prémio Nobel de Literatura, entre os quais &lt;a href=&quot;http://josesaramago.org/123870.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;José Saramago&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.filmville.org/ukptff&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Página do Festival&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/FilmvilleUKPortugueseFilmFestival&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O Festival no Facebook&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>jose e pilar</category>
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  <pubDate>Wed, 05 Dec 2012 09:46:13 GMT</pubDate>
  <title>O Teatro está mais pobre - Morreu o encenador Joaquim Benite</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 6px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=nqzGMwRQmgDEF0RwGsMT&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7611ef29/14092893_YfCt2.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;200&quot; height=&quot;149&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Fundação José Saramago envia um abraço à Companhia de Teatro de Almada e a todos os familiares e amigos de Joaquim Benite, encenador de &lt;em&gt;A Noite&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Que Farei com Este Livro?&lt;/em&gt; e amigo do Escritor.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fundador da Companhia de Teatro de Almada tinha 69 anos. &quot;Os encenadores nunca ficam na história&quot;, disse um dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O encenador Joaquim Benite, director do Teatro Municipal de Almada e do Festival de Almada, morreu esta noite de quarta-feira, aos 69 anos, na sequência de complicações respiratórias motivadas por uma pneumonia, anunciou a companhia em comunicado. &quot;O país perde assim um dos seus mais prestigiados encenadores, ligado ao movimento de renovação do teatro português no período que antecedu e que se seguiu à revolução de 1974&quot;, diz a companhia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Benite foi o rosto de um dos mais importantes projectos de teatro em Portugal. O Festival de Teatro de Almada, que começou em 1984 no Beco dos Tanoeiros, tornou-se, ao longo das suas 28 edições, um dos mais relevantes festivais de teatro do mundo. Foi, ao lado dos Encontros Acarte, na Gulbenkian, o lugar por onde passaram as mais importantes companhias e os mais significativos nomes da cena mundial. O encontro em Almada, todos os anos de 4 a 18 de Julho, é considerado como um momento alto da programação teatral não apenas em Portugal mas um ponto de encontro para especialistas e público vindos de vários países. Foi por Almada que passaram companhias vindas da América do Sul e de África, quando ainda não existiam circuitos de programação instituídos. Foi também neste festival que se começaram a ver os primeiros nomes vindos da Europa de Leste, quando ainda não estavam abertas as fronteiras.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=yWYplS35MwmERHt7SgIk&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf3123736/14092889_rMIPp.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;323&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;A Noite&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Nascido em Lisboa em 1943, filho de um empresário do teatro, Joaquim Benite foi actor quando tinha 17 anos, antes de perceber que “não tinha jeito nenhum”, e depois jornalista e crítico de teatro, com passagem pelas redações de vários diários. Começou a trabalhar como jornalista aos 20 anos, no jornal &lt;em&gt;República&lt;/em&gt;. Fez parte da redacção do &lt;em&gt;Diário de Lisboa&lt;/em&gt; e foi chefe de redacção dos jornais &lt;em&gt;O Século&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Diário&lt;/em&gt;. Foi crítico de teatro no Diário de Lisboa em diversas revistas e publicações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Abandonou a crítica - porque “não tinha muito sentido escrever sobre o teatro dos outros. Se uma pessoa gosta, é fazê-lo”, defendeu, numa entrevista ao jornal &lt;em&gt;i&lt;/em&gt;, em Julho deste ano. Fundou em 1971 o Grupo de Campolide: estreou-se na encenação com a peça &lt;em&gt;O Avançado-Centro Morreu ao Amanhecer&lt;/em&gt;, de Agustin Cuzzani. Sete anos depois, em 1977, o Grupo de Campolide profissionalizou-se e instalou-se no Teatro da Trindade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No ano seguinte, saiu de Lisboa e mudou-se para Almada. Achou que “era bom ir para a periferia” por “uma razão estética e uma cívica”. Começou a fazer teatro com a utópica esperança de ver os trabalhadores da Lisnave a subirem a Avenida 25 de Abril, de marmitas vazias, para se virem alimentar ao velho, e hoje antigo, Teatro de Almada, explicou ao Ípsilon em 2010. Mas cedo percebeu que essa defesa de um teatro capaz de mobilizar as massas era pouco condizente com as condições em que as pessoas viviam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Almada estreou-se com &lt;em&gt;Aventuras de Till Eulenspiegel&lt;/em&gt;, de Charles de Coster e Virgílio Martinho. A designação de Companhia de Teatro de Almada (CTA) viria mais tarde.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1987, inaugurou, com a peça de García Lorca &lt;em&gt;Dona Rosinha, a Solteira&lt;/em&gt;, o Teatro Municipal de Almada (desde 2005 instalado no Teatro Azul, edifício da autoria dos arquitectos Manuel Graça Dias, Egas José Vieira e Gonçalo Afonso Dias).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao longo de 40 anos de carreira, Benite encenou textos de Molière, Brecht, Lorca, Pushkin, Beckett, Shakespeare, Gogol, Eugene O’Neill, Mikhail Bulgakov, Camus, Edward Albee, Thomas Bernard, Pablo Neruda, Peter Shaffer, Nick Dear, Victor Haim, Sanchis Sinisterra, Marguerite Duras e Antonio Skármeta, entre outros.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=kpe7alL5GFH0DFD6RLCf&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2d122a40/14092894_ODVKA.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;349&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Deu igualmente a conhecer, em estreia, autores portugueses como José Saramago, Virgílio Martinho, Fonseca e Lobo e, mais recentemente, Rodrigo Francisco, além de ter também encenado textos de outros autores nacionais, como António José da Silva e Almeida Garrett.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É autor de diversos textos para teatro, bem como de conferências e ensaios e leccionou muitos cursos de teatro. Dirigiu, até morrer, a revista de teatro &lt;em&gt;Cadernos&lt;/em&gt; e a coleção de “Textos d’Almada”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Criou, em 1984, e dirigiu sempre o Festival de Almada que se tornou o maior acontecimento teatral realizado em Portugal, pela qualidade e quantidade de espetáculos de teatro de companhias nacionais e estrangeiras que todos os anos nele se apresentam. Ao &lt;em&gt;Ípsilon&lt;/em&gt;, em 2010, Joaquim Benite recordou uma frase de Jorge Silva Melo, onde este dizia que &quot;o festival é o sítio mais civilizado de Portugal&quot;. Benite orgulhava-se de ter criado &quot;um lugar onde se encontram diferentes linhas estéticas mas que discutem, com maturidade, sobre as suas diferenças, sem se agredirem, e de forma flexível, num nível que não é o da confrontação sectária&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Considerava que o público &quot;cria pressões&quot; e dizia que ao longo dos anos foi trabalhando para um público que se foi formando no festival, tal como ele se foi formando ao mesmo tempo. &quot;Muitas vezes penso que o meu gosto evoluiu como evoluiu o próprio festival&quot;, disse ao Ípsilon. &quot;Todas as pressões que existem encaro-as da mesma forma e tiro delas o melhor partido. Não acho que o festival deva criar situações de desconforto para o espectador, mas deve trabalhar para alargar a dicussão&quot;. Afirmava que se programasse só o que gostava, &quot;o festival seria mais pequeno&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Várias encenações suas receberam prémios da crítica e outros e ele próprio foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito Cultural do Concelho de Almada e a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura, além de ter sido condecorado pelo Governo francês com o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras e pelo rei de Espanha com a comenda da Ordem de Mérito Civil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando lhe perguntaram se achava que ficaria na história, respondeu assim: “Os encenadores nunca ficam na história. Só os escritores, como o Shakespeare. Sabe, acho que vale a pena viver para nos divertirmos. Lutar por coisas, para cumprir missões, não. O teatro é um sinal de civilização que está na origem da sociedade. Até nos animais. Quando chego a casa, o meu cão faz uma dança que parece egípcia, pá. São rituais de representação. Mas o teatro não tem missão nenhuma. É uma coisa que as pessoas fazem porque gostam e as outras vêem porque lhes dá prazer”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/cultura/noticia/morreu-o-encenador-joaquim-benite-1576152&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Público&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>joaquim benite</category>
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  <pubDate>Mon, 26 Nov 2012 11:50:36 GMT</pubDate>
  <title>Porto de Encontro na Casa da Música - Instantâneos</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;A Casa da Música encheu para uma noite de emoções difícil de resumir nas seguintes 23 imagens. Tentamos fazê-lo, agradecendo a todos os que os que estiveram presentes dos dois lados do palco, à Porto Editora, à Casa da Música. O Porto homenageou José Saramago numa noite que perdurará na nossa memória.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=ZlPNZbmAqhbsbzVr4n00&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7311969f/14058641_hVARm.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;318&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=sLRdQMg7on7UCWeJ8yF4&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc8129037/14058644_m53hd.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;345&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=5DKcN8AIFbVlHmCCMfhV&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2a11b7fd/14058648_iQkDB.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;375&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=7e9a7AdouM237K2snKjd&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B89115ab5/14058652_UuF3u.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;335&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://90anos.josesaramago.org/2012/11/25/porto-de-encontro-na-casa-da-musica-instantaneos/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;strong&gt;Ver todas as fotos&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>jose saramago</category>
  <category>90 anos</category>
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  <pubDate>Tue, 23 Oct 2012 11:47:39 GMT</pubDate>
  <title>&quot;Saramago e a literatura infantil&quot;, conferência de Luísa Ducla Soares</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/340912.html</link>
  <description>A Oficina Saramago, projeto que decorre desde novembro de 2011 organizou para o dia 25 de outubro uma conferência subordinada ao tema &quot;Saramago e a literatura infantil&quot;, que contará com a presença de uma das mais importantes autoras portuguesas de livros infantis e juvenis, Luísa Ducla Soares. O encontro terá lugar no Auditório da Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita.&lt;p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=f42b9ZbDdb9GodhJHkNI&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5811addb/13910169_mmpJJ.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;352&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=5AyFeFSWvizmoyc5opuo&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd411af98/13910171_OhDhP.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;352&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>oficina saramago</category>
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  <pubDate>Mon, 15 Oct 2012 08:22:18 GMT</pubDate>
  <title>Como ler &quot;O Evangelho segundo Jesus Cristo&quot;</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 6px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=N78oSIvEyrdzZehzeiZf&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9812b43a/13871276_qBsVh.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;177&quot; height=&quot;285&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Tengo que confesar que esta es la primera novela de Saramago que leo, por lo que me va a resultar imposible inscribir esta obra en el conjunto de la producción del escritor portugués, del que ya hemos hablado en varias ocasiones en este blog. Por lo tanto, agradeceré cualquier ayuda al respecto (tanto en cuanto a temática como a estilo; por ejemplo, me han comentado que su disposición de los diálogos es bastante característica).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El evangelio según Jesucristo es una obra provocadora, como todas las obras en las que se ponen en tela de juicio pilares fundamentales –nos guste o no– de nuestra forma de entender el mundo e incluso de relacionarnos con los demás. Sin embargo, no debemos olvidar que al fin y al cabo se trata de una obra de ficción, en la que un narrador, presunto testigo de los hechos –a la manera de los evangelios canónicos–, nos narra la vida de Jesús de Nazaret haciendo especial hincapié en su infancia y primera juventud.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le he puesto un imprescindible porque no he sido capaz de sacarle ningún &quot;pero&quot;. Por un lado, Saramago ha sabido captar a la perfección el tono bíblico, que como víctima de una educación religiosa por desgracia conozco y reconozco bien. Los diálogos se integran en el flujo narrativo sin guiones ni otras marcas tipográficas que entorpezcan la lectura; apenas una mayúscula inicial para marcar la réplica de otro personaje. La traducción del gran Basilio Losada, por cierto, es una auténtica maravilla (lo siento, yo estas cosas no puedo evitar comentarlas).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por otro lado, nos presenta la otra cara de la moneda, no solo de Jesús... sino también de Dios, esa fuerza omnipotente, omnipresente y generalmente incuestionable. Jesús intenta, en vano, rebelarse contra su destino: no puede evitar discrepar de los planes divinos, y no por motivos egoístas precisamente. Al trágico final de Jesús, que todos conocemos bien, Saramago le da una significativa vuelta de tuerca, al igual que a la relación del nazareno con el resto de personajes, que nos resultan conocidos y desconocidos al mismo tiempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por último, toda la novela se sustenta sobre una capa de humor finísimo que, cuando hace estallar el tono solemne imperante, llega hasta a provocar la carcajada. Un ejemplo: la forma de hablar de Dios resulta cómica por lo que tiene de desconcertante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En pocas palabras: El evangelio según Jesucristo es una novela apasionante y profundamente conmovedora que obliga al lector, creyente o no, a replantearse unas cuantas cosas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://unlibroaldia.blogspot.pt/2012/10/jose-saramago-el-evangelio-segun.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Un libro al día&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>evangelho segundo jesus cristo</category>
  <category>jose saramago</category>
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  <pubDate>Mon, 08 Oct 2012 15:38:59 GMT</pubDate>
  <title>Há 14 anos!</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;Há 14 anos era grande a azáfama em Frankfurt, em Lisboa, no mundo inteiro. Há 14 anos, pelas 12 horas, a Academia Sueca anunciava o nome de José Saramago como Prémio Nobel de Literatura 1998.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recordamos hoje a data, com o anúncio e com as reacções nos diversos canais de informação portugueses nos dias que se seguiram:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/xhwl3ZwtXoY?list=UURTqu8f5iBY1x0peLpuI-aw&amp;hl=es_ES&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;281&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/GbeY1CXqPdk?list=UURTqu8f5iBY1x0peLpuI-aw&amp;hl=es_ES&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;281&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>nobel</category>
  <category>jose saramago</category>
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  <pubDate>Sat, 06 Oct 2012 16:48:59 GMT</pubDate>
  <title>Obra de Saramago inspira curso transfronteiriço</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/332344.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 6px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=roJASsiAzBJuFvTNt8IP&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Beb12fb65/13829168_yTsqu.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;130&quot; height=&quot;90&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;As obras do único prémio Nobel da Literatura português vão juntar Portugal e Espanha num curso denominado &quot;Aula José Saramago&quot;, que vai decorrer entre outubro e maio em Vila Real de Santo António e Huelva (Espanha).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O curso vai ser inaugurado a 08 de outubro na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, pela mulher do escritor e presidenta da Fundação José Saramago, Pilar del Río.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Do lado espanhol, as sessões terão lugar na biblioteca provincial de Huelva, num &quot;exemplo feliz de cooperação cultural transfronteiriça&quot;, referiu à Lusa o vice-presidente da câmara algarvia, José Carlos Barros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com as inscrições já fechadas, o curso vai ser ministrado e dinamizado pelo espanhol Diego Gonzalez, um apaixonado pela escrita de José Saramago com trabalhos realizados sobre a sua obra, que disse à Lusa pretender &quot;dar a conhecer com mais profundidade o trabalho do escritor&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Como muitas outras pessoas, sou um amante da obra de Saramago e tinha vontade de partilhar a admiração que tenho pela obra do autor. Tinha um trabalho feito e não queria tê-lo guardado na gaveta e achei que devia partilhá-lo com o público&quot;, afirmou o dinamizador do curso, que em cada sessão mensal abordará um livro do escritor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Da lista de livros em debate fazem parte as obras &quot;Deste mundo e do outro&quot;, &quot;Levantado do chão&quot;, &quot;Viagem a Portugal&quot;, &quot;O ano da morte de Ricardo Reis&quot;, &quot;O evangelho segundo Jesus Cristo&quot;, &quot;Caderno de Lanzarote&quot;, &quot;Ensaio sobre a cegueira&quot;, &quot;Ensaio sobre a lucidez&quot; e &quot;O caderno 2&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diego Gonzalez disse que teve a ideia de realizar o curso e apresentou-a a Pilar del Río, que concordou. O dinamizador propôs depois a realização da ação às duas bibliotecas, que também aceitaram o repto de colaborar numa iniciativa dos dois lados da fronteira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O objetivo é conhecer e estudar mais em profundidade o que é a obra de Saramago. E é uma justa homenagem que também se presta ao autor. O apoio da fundação era fundamental, porque uma das suas principais missões é divulgar a obra do autor e tê-la a apoiar a iniciativa é importante&quot;, frisou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diego Gonzalez disse ter sido &quot;uma agradável surpresa&quot; as inscrições terem esgotado antes do prazo, o que demonstra que &quot;o autor tem muitos seguidores e há muito interesse em conhecer a sua obra&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O vice-presidente da Câmara de Vila Real de Santo António afirmou que esta iniciativa &quot;é feliz porque permite a cooperação com Espanha e um intercâmbio cultural importante&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;E vai permitir a reflexão sobre a obra e os valores presentes na literatura de José Saramago&quot;, acrescentou José Carlos Barros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O vereador espera ainda que o curso &quot;proporcione um maior conhecimento da obra&quot; do autor e os seus frequentadores possam &quot;utilizá-lo como um recurso didático e um contributo para uma cidadania mais responsável&quot;, transformando-se também &quot;em divulgadores do trabalho do escritor&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=2806486&amp;amp;page=-1&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.cm-vrsa.pt/portal_autarquico/vila_real_sto_antonio/v_pt-PT/pagina_inicial/noticias/curso+aula+jose+saramago+pilar+del+rio+vrsa+biblioteca.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Pilar del Río inaugura curso sobre a obra de José Saramago em VRSA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Câmara Municipal de Vila Real de Santo António&lt;/p&gt;</description>
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  <category>vila real de santo antónio</category>
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  <pubDate>Sat, 06 Oct 2012 16:38:27 GMT</pubDate>
  <title>El Cabildo incorpora la casa de José Saramago en Tías al catálogo de establecimientos de interés turístico o cultural de Lanzarote</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 6px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=V4AVusHwmoSLY51YUOTA&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be31252c4/13829117_vEKvM.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;220&quot; height=&quot;164&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reconoce la contribución de ‘A Casa’ a la diversificación y al enriquecimiento de la oferta turística de la isla&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El Cabildo de Lanzarote aprobó por unanimidad, en el Pleno ordinario celebrado el pasado jueves 4 de octubre, incorporar ‘A Casa’, la vivienda de Tías donde residió el escritor José Saramago hasta su muerte, al Catálogo de establecimientos de interés turístico o cultural de la isla, ya que el hogar del premio Nobel portugués cumple con todos los requisitos establecidos por la Corporación para tal fin.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este nombramiento se sustenta en un informe emitido por la consejería de Turismo de la Primera Institución que recoge que “la Casa Museo José Saramago constituye una aportación a la oferta turística de la isla dado el interés que suscita la obra y figura del Premio Nobel de Literatura”. De igual modo, se destaca que el lugar “ofrece un atractivo y singularidad que contribuye a dinamizar el producto museístico y de ocio turístico de la isla”, y que “representa la diversificación turística que Lanzarote, como destino, ha de emprender”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Además de la adhesión de ‘A Casa’ al Catálogo de sitios de interés cultural y turístico, el Pleno acordó instalar rótulos y señalética vertical indicativa en las carreteras de la isla para facilitar su localización a todos los visitantes y turistas que tienen interés en conocerla.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El presidente del Cabildo de Lanzarote, Pedro San Ginés, apunta que “este reconocimiento público trata de devolver sólo una pequeña parte de todo lo que el genial Premio Nobel de Literatura dio a esta isla, a la que ayudó a situar en el mundo gracias a su humilde y sencillo liderazgo. Debemos ser agradecidos y seguir trabajando por situar a José Saramago en el puesto de honor que merece”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fuente: &lt;a href=&quot;http://www.lancelotdigital.com/el-cabildo-incorpora-la-casa-de-jose-saramago-en-tias-al-catalogo-de-establecimientos-de-interes-turistico-o-cultural-de-lanzarote/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;lancelotdigital.com&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 03 Oct 2012 11:34:36 GMT</pubDate>
  <title>La Casa Museo Saramago inaugura el primer festival europeo sobre el océano</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=KM7EIajaii9wmZWUlrsh&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd81283a3/13816580_WwvWo.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;312&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Lanzarote Ocean Film Festival en A Casa&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://www.acasajosesaramago.com/component/content/article/131-lanzarote-ocean-film-festival-en-a-casa&quot;&gt;www.acasajosesaramago.com&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La Casa-Museo José Saramago, ubicada en el municipio lanzaroteño de Tías, donde residía el Premio Nobel, inaugurará el jueves el &quot;Lanzarote Ocean Film &amp;amp; Art Festival&quot;, el primer y único certamen de Europa dedicado al océano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los organizadores de este novedoso festival han elegido el entorno del Muelle Chico, en Puerto del Carmen, como nexo de las diversas actividades que tendrán lugar hasta el próximo 7 de octubre, día en el que &quot;A Casa&quot; colaborará en un encuentro poético que tendrá lugar en el Recinto Ferial ubicado en el Paseo de la Barrilla, según ha informado hoy en un comunicado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este festival ofrece diversas propuestas que se desarrollarán también en otros puntos de Lanzarote, como Famara y Puerto Calero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La programación del certamen incluye exposiciones de carpintería de ribera, pintura, fotografía y escultura; actividades deportivas relacionadas con el mar, como el buceo, el kite-surf o el surf; y talleres de yoga.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ellas se sumarán charlas sobre &quot;El deporte marino para personas con discapacidad&quot;, &quot;Investigación/conservación de los cetáceos, acciones educativas, conservativas y de divulgación&quot; y &quot;Los fondos marinos de Puerto del Carmen: únicos en el mundo&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Igualmente, se programarán concursos como &quot;El arte, océano y medio ambiente&quot;, dirigido a los alumnos de los módulos de Diseño Gráfico, Publicidad, Fotografía y Diseño de Interiores de la Escuela Pancho Lasso de Arrecife, documentales y cortometrajes, un recital de arias de ópera.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El certamen también incluirá visitas guiadas al Museo de la Bodega El Grifo y la representación teatral de &quot;Malocello y el abrazo del océano&quot;, escrita por Carlo Barsotti y Darío Fo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La Casa Museo Saramago ha recordado que el Premio Nobel eligió ilusionado &quot;para aislarse&quot; Lanzarote, donde residió desde 1993, año en que la isla fue declarada por la Unesco como Reserva de la Biosfera.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Así, la institución ha recordado que Saramago decía que &quot;vivir en Lanzarote es, al fin y al cabo, vivir en un barrio de la gran isla que es el pequeño mundo en el que todos vivimos&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fuente: &lt;a href=&quot;http://www.abc.es/agencias/noticia.asp?noticia=1263165&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ABC&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>a casa</category>
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  <pubDate>Tue, 25 Sep 2012 11:29:04 GMT</pubDate>
  <title>20 anos sem César Manrique</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/327524.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 6px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=r4zmVgKpzvZzhzFL4uTG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3211e9fe/13728194_TqZ9a.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;150&quot; height=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;César Manrique no murió hace 20 años, digan lo que digan las crónicas, simplemente sufrió un accidente que le impidió estar presente en actos concretos. Pero siguió actuando para que Lanzarote no se dejara engullir por la corriente especuladora e inmoral que aplastó tantos lugares en el mundo y a tantas personas dejó sin valores y hoy sin medios de vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;César Manrique continuó dando lecciones de ética, que eso es el desarrollo sostenible que anunció con tanto claridad y anticipación y es el arte que produjo y nos eleva. Desde su Fundación, César Manrique proyecta luz, tanta que ilumina hoy a cuantos grupos y personas en distintos continentes buscan un nuevo modelo de convivencia donde el ser humano sea el centro y la tierra su casa, no un enemigo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pocos días después de que César Manrique sufriera el accidente que iba a impedir que lo encontráramos en las calles de Haría o por los volcanes de Timanfaya, llegó a Lanzarote José Saramago que, inmediatamente, tomó el testigo de los valores que el artista más universal de la isla le ofrecía: la armonía como anhelo y como forma de estar, la generosidad como mandamiento de obligado cumplimiento. Saramago asumió su papel y defendió el legado de César Manrique como algo tan propio como el aire puro que respiraba o el paisaje virgen que le inundaba la vista y que él, Saramago, sabía que le debía a la energía reivindicativa de César Manrique, al que no llegó a conocer pero al que saludaba cada mañana mirando su obra, una pintura en el salón, el paisaje que le entraba por la ventana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoy, quienes disfrutamos de la alegría de estar en un lugar que se respetaba a sí mismo sabemos que se lo debemos a César Manrique. Que veinte años después sigue vivo. La Fundación César Manrique lo demuestra, la necesidad que de él sentimos lo confirma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gracias a todos los que asumen la herencia de César Manrique como una obligación moral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gracias Fundación César Manrique por enseñarnos a ver y por compartir la experiencia de la responsabilidad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pilar del Río&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;______________________&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La FCM programa tres actos sobre César Manrique en la semana del veinte aniversario de su muerte&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 6px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=cqf4A78CaSLwLBYoKfui&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1011d593/13728237_HZlRA.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;200&quot; height=&quot;150&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;La Fundación César Manrique (FCM) ha preparado tres actos esta semana, en la que se cumplen veinte años de la muerte de su fundador. Los actos forman parte de la programación especial creada por la FCM para conmemorar también el veinte aniversario de su creación, en marzo de 1992.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El primero de los actos tendrá lugar mañana martes en los jardines de la sede de la Fundación César Manrique. A las 11:00 horas se instalará una escultura móvil de la serie Juguetes del Viento realizada por César Manrique en los años setenta. La pieza se emplazará en su ubicación original, ya que fue sustituida en 1998 por otra obra del artista, Energía de la pirámide, de los años noventa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La escultura se retiró de su emplazamiento exterior para evitar que se acentuara la fatiga de los materiales que la constituyen y proceder, en su momento, a la restauración. La pieza, que es única, ha sido restaurada en los talleres Magisa, en Madrid.&lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;Ler mais...&quot;&gt;
&lt;p&gt;También mañana a las 20:00 horas será el preestreno del largometraje-documental ‘Taro. El eco de Manrique’, de Miguel G. Morales, una película que se aproxima a César Manrique subrayando su activismo medioambiental y territorial, su lucha contra la especulación y su pasión por la naturaleza de Lanzarote. En el largometraje se recuperan abundantes imágenes de archivo, en las que aparece el artista con su encendido discurso crítico y de defensa de Lanzarote.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El documental recoge el testimonio de diversos colaboradores suyos —José Juan Ramírez, Fernando Gómez Aguilera, Luis Morales, Santiago Hernández, Feliciano Luzardo, Antonio de León, José Manuel Curbelo— así como valoraciones de personalidades del ecologismo y la arquitectura como Joaquín Araújo y Frei Otto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El director de la película y su equipo de producción asistirán al estreno. Miguel G. Morales destaca que quiso acercarse a Manrique “desde su propia voz, desde su radicalidad a la hora de defender la isla, desde la simbiosis entre tradición y modernidad, teniendo como mensaje fundamental una frase suya: hay un fenómeno que tenemos la obligación de difundir, que es, sencillamente, enseñar a ver”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Morales continúa con esta nueva entrega su serie de documentales biográficos sobre artistas o escritores ilustres vinculados a las islas como Óscar Domínguez, Juan Ismael, Cristino de Vera, Pepe Dámaso o, más recientemente, Domingo Pérez Minik, Ignacio Aldecoa y José Saramago. La película está coproducida por Televisión Española, Televisión Canaria, Obra Social de CajaCanarias, Miguel G. Morales y DXT Producciones, así como con la coproducción en Alemania de Allary Film TV &amp;amp; Media.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Finalmente, el jueves 27 se celebrará una mesa redonda, dentro del ciclo de mesas charlas sobre la figura del artista, bajo el título ‘César Manrique. Una conciencia pionera de los límites’, moderada por los periodistas Jaime Puig y Gregorio Cabrera, y en la que participarán los arquitectos Fernando Prats y Faustino García Márquez, el economista Federico Aguilera Klink y el profesor Wolfredo Wildpret.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fuente: &lt;a href=&quot;http://www.noticiasdelanzarote.com/sociedad/sociedad/16448-la-fcm-programa-tres-actos-sobre-cesar-manrique-en-la-semana-del-veinte-aniversario-de-su-muertehttp://&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em&gt;Noticias de Lanzarote&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;______________________&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=AOsSnelluY6RfptbFkur&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bac11650c/13729094_VSYpf.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;241&quot; height=&quot;371&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.fcmanrique.org/nota.php?idNoticia=273http://&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Pre-estreno del largometraje-documental &lt;em&gt;Taro. El eco de Manrique&lt;/em&gt;, del director Miguel G. Morales, en la sede de la FCM&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;(Fundación César Manrique)&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 13 Sep 2012 16:42:25 GMT</pubDate>
  <title>Aquilino Ribeiro nasceu há 127 anos</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=zFVA6l9cjetSlaKNZkm2&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbe12d96d/13681404_h29EF.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;200&quot; height=&quot;90&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Passam hoje 127 anos sobre o nascimento do escritor Aquilino Ribeiro que deixou uma vasta obra de que se destacam &quot;Quando os Lobos Uivam&quot; (1958), &quot;Volfrâmio&quot; (1949) ou &quot;Casa Grande de Romarigães&quot; (1957). O escritor nasceu em 1885 em Carregal de Tabosa, no concelho beirão de Sernancelhe, e morreu em Lisboa em 1963.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;Ler mais...&quot;&gt;
&lt;p&gt;Dele escreveu José Saramago, na Colóquio/Letras de Maio de 1985: &quot;O primeiro e talvez único olhar sem ilusões lançado sobre o mundo rural português, na sua parcela beiroa, sem ilusões, porém com amor, se por amor entendermos não o enternecimento, não a suave lágrima, não o mútuo comprazimento do sentir, mas aquela emoção áspera que se resguarda por trás da brusquidão do gesto e da voz. Aquilino é um enorme barroco, solitário e enorme, posto na álea principal da literatura da primeira metade do século, florida e deliquescente. Não foi o único desmancha-prazeres, mas terá sido o mais teimoso, artisticamente falando. A obra de Aquilino representa um ponto extremo do caminho da língua, talvez parado no tempo, talvez cortado no seu impulso profundo, mas à espera de uma nova leitura que o ponha outra vez em movimento.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://coloquio.gulbenkian.pt/bib/sirius.exe/issueContentDisplay?n=85&amp;amp;p=99&amp;amp;o=p&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Colóquio Letras, maio de 1985&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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