Blimunda # 12, maio 2013
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Maio na Blimunda é mês de Gabo.
No dossier central da revista, textos de Raquel Ribeiro, Germán Santamaría, Embaixador da Colômbia em Portugal, Pilar del Río e Tomás Eloy Martínez, com a primeira crítica a Cem Anos de Solidão, publicada em 1967, quatro abordagens à vida e obra de Gabriel García Márquez.
A FILBo, Feira Internacional do Livro de Bogotá, que acolheu Portugal como país convidado, e o Festival Literário da Madeira ocupam também lugar de destaque nesta edição, através de textos de Sara Figueiredo Costa. Na secção infantil e juvenil, uma visita à exposição Clarice Lispector – A hora da estrela, que a Fundação Gulbenkian acolheu no último mês. Partindo desta exposição, Andreia Brites, lê os quatro livros infantis da grande autora brasileira, editados pela Relógio d’Água.
A fechar a Blimunda de Maio, a Saramaguiana publica dois documentos documentos fundamentais para um percurso pelo universo literário e intelectual do Prémio Nobel português. Dois textos de autoria de Carlos Reis e Fernando Gómez Aguilera, lidos na apresentação de A Estátua e a Pedra, inédito de José Saramago, agora publicado pela Fundação que leva o seu nome.
Boas leituras!
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Blimunda # 11, abril 2013
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A Blimunda de abril está aqui! Com várias páginas sobre o festival Rota das Letras de Macau, uma entrevista a Andréa del Fuego, Prémio José Saramago, um dossier sobre os 50 anos da Feira do Livro Infantil de Bolonha, com a escolha de um livro descoberto na Feira por editores, autores e ilustradores portugueses, e a habitual secção Saramaguiana, com um texto de Laura Restrepo, que assinala também nas páginas da Blimunda a abertura da Feira do Livro de Bogotá que dedica a José Saramago grande parte da sua programação.
Tudo isto e muito mais no número 11 da Blimunda, do mês de abril.
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Blimunda # 10, março 2013
A Blimunda 10, de março de 2013, destaca no seu dossier de capa a edição deste ano das Correntes d'Escritas, com uma reportagem, entrevistas e um texto de Maria do Rosário Pedreira, muito bem acompanhados por fotografias de Urbano Tavares Rodrigues e pelas ilustrações de João Fazenda. A secção dedicada ao infantil e juvenil centra-se no centenário do nascimento de Ilse Losa, com depoimentos de Álvaro Magalhães, José António Gomes, Manuela Bacelar e Ana Cristina Vasconcelos, para além da reprodução fac-símile de um texto da autora, publicado em 1948 na revista Vértice. Por fim, um texto de Mário de Carvalho sobre Aquilino Ribeiro, quando se assinalam 50 anos sobre a sua morte, e as palavras de José Saramago sobre Ensaio sobre a Lucidez, ditas em Bogotá, em 2004.
Um número feliz da Blimunda.
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Morreu Jérôme Savary, um "mau rapaz" genial
O encenador e ator Jérôme Savary, que levou à cena a ópera Blimunda, morreu ontem em consequência de um cancro, aos 70 anos, nos arredores de Paris.
"Jérôme Savary e José Saramago eram amigos", recorda Pilar del Río: "Trabalharam juntos em Milão e em Lisboa, e mais tarde reencontraram-se no México. Partilharam pontos de vista, discordaram, e ambos se assombraram com o trabalho um do outro. 'Blimunda é um murro no estômago', disse Savary quando leu o Memorial do Convento e o libreto que Azio Corghi lhe apresentou uma tarde em Paris. Sendo um 'mau rapaz', Savary, com José Saramago, foi um aluno aplicado. O deslumbramento da encenação que Savary fez de Memorial do Convento está sintetizada na frase do compositor português Fernando Lopes Graça: "Mas como é possível tanta beleza?" Estava no teatro Alla Scala de Milão. Descansa em paz, Jérôme Savary. Um abraço aos seus amigos, começando por Azio Corghi, e a recordação, hoje mais do que nunca, de José Saramago e suas personagens que tanta arte e inspiração criam no mundo."
Nascido em Buenos Aires em 1942, numa família francesa que ali se exilara, e e em 1964 passou a viver na Europa. Paris, onde se ligou ao movimento Panique de Topor, e Londres, onde fundou o Grand Magic Circus. Dirigiu o Nouveau Théâtre populaire de Montpellier e em 1987 tornou-se presidente do Centro Dramático de Lyon.
O presidente francês, François Hollande, já recordou este "ser apaixonado, sempre desejoso de partir à copnquista do público" que mostrou que "a exigência cultural era compatível com um verdadeiro espetáculo cultural". "Ele tinha o sentido do espetáculo e da festa", era um encenador "extremamente original, cheio de invenções, de imaginação, um universo singular que fazia partilhar."
No twitter, o presidente do Festival de Cannes, Gilles Jacob, escreveu apenas: "Morte de um príncipe do espetáculo, tristeza extrema: é urgente que um admirador se dedique a um dicionário amoroso de Jérôme Savary".
(Fotografia da ag. Sipa)
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Blimunda # 9, fevereiro 2013
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Quando foi criada, em 2007, a Fundação José Saramago assumiu como um dos seus objectivos a defesa e promoção da cultura nas suas mais diversas formas. O número de Fevereiro da Blimunda, que agora se publica, junta este objectivo a outro, também enunciado na Declaração de Princípios lavrada por José Saramago, o de recuperar autores, figuras da cultura que com o passar dos anos foram caindo numa zona de sombra que os afasta do contacto com o mundo. Por isso este número é dedicado a Michel Giacometti, uma das figuras fundamentais na recuperação do património cultural português.
Para o dossier organizado por Sara Figueiredo Costa contou-se com a colaboração de quatro figuras do panorama musical que, acompanhados de fotografias cedidas pelo Museu da Música Portuguesa, traçam um percurso pelos caminhos trilhados por Giacometti.
Mas a Blimunda está atenta ao futuro, e o futuro passa, segundo algumas opiniões, pelo digital. Acompanhou-se a primeira edição do Congresso ABC da Edição Digital, organizado pela Nave Especial, que junta a editora Pato Lógico à Biodroid, e publicam-se duas entrevistas a André Letria e Gemma Lluch realizadas por Andreia Brites.
A Saramaguiana, ponto de encontro mensal para os leitores de José Saramago, traz um texto de Augusto Rodrigues, Professor da Universidade de Brasília, lido no Congresso Sinfo Saramago, que teve lugar em Lisboa e que terá continuação nos próximos meses.
Boa leitura.
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Blimunda # 8, janeiro 2013
O primeiro número da Blimunda neste ano de 2013 centra-se nos universos da BD e do jornalismo, meios aparentemente distantes mas cada vez mais cruzados. Centrando-se em obras de Joe Sacco, Aleksandar Zograf, Jean Philippe Stassen ou Ricardo Cabral, Sara Figueiredo Costa procura apontar caminhos para novas expressões de realidades mais próximas ou mais distantes.
Na secção infantil e juvenil, Andreia Brites recorda Manuel António Pina e fala do tempo e de gatos, no mês que é o deles, visitando a coleção Gato Letrado, da editora brasileira Pulo do Gato, e quatro títulos da portuguesa Planeta Tangerina. A acompanhar os textos, as fotografias de Manuel António Pina e dos seus gatos, de autoria de Luísa Ferreira.
A terminar, a Saramaguiana volta atrás trinta anos para celebrar o trabalho do encenador Joaquim Benite, desaparecido no último mês do ano que há pouco terminou. É o "construtor de teatro", o construtor de vida que aqui se homenageia, recordando as suas encenações de textos de José Saramago. Talvez a melhor forma de mostrar que o seu trabalho, o seu legado continua vivo na cidade de Almada, em todos os palcos e, também, nas páginas da Blimunda.
Por fim, um agradecimento a Luísa Ferreira e à Companhia de Teatro de Almada, pela disponibilidade e amizade.





