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Günter Grass denuncia "A Vergonha da Europa"

Terça-feira, 29.05.12

O escritor alemão Günter Grass publicou um poema épico, no jornal Süddeutsche Zeitung, a criticar a política da Europa humilhante para a Grécia.

“A Vergonha da Europa” é o título do poema do Nobel da Literatura, que critica a chanceler alemã Angela Merkel por defender que a Grécia deve aplicar uma política de austeridade. Grass lembra a história da Grécia e a dívida que a Europa tem perante as suas origens: “Tu vais definhar privada de alma sem o país que te concebeu, tu, Europa. Afastas-te do país que foi o teu berço, próximo do caos, porque não conforme aos mercados”.

Ao mesmo tempo, a Grécia, “condenada à pobreza, cujas riquezas ornamentam os museus”, é “agora mal tolerada”. “Humilhado, porque crivado de dívidas, um país sofre.”

Günter Grass termina o poema dizendo que a Europa está a obrigar a Grécia a beber de um copo envenenado, como aconteceu com o filósofo grego Sócrates.
Em abril, Günther Grass foi considerado “persona non grata” pelo governo de Israel, depois de ter publicado um poema em que afirmava que o Estado judaico é uma ameaça para o mundo devido ao seu poder nuclear. 

Aqui deixamos o poema na íntegra, na tradução em espanhol feita pelo tradutor literário de Grass, Miguel Sáenz, e publicada no jornal El Pais:

La vergüenza de Europa

Aunque próxima al caos, por no agradar al mercado, lejos estás de la tierra que tu cuna fue.

Lo que con el alma buscaste y creíste encontrar

hoy lo desechas, peor que chatarra valorado.

Desnuda en la picota del deudor, sufre una nación a la que dar las gracias era antaño lo más natural.

País condenado a ser pobre, cuya riqueza

adorna cuidados museos: botín por ti vigilado.

Los que invadieron con armas esa tierra bendita de islas llevaban, con su uniforme, a Hölderlin en la mochila.

País tolerado ya apenas, a cuyos coroneles

toleraste un día en calidad de aliados.

País sin ley al que el poder, que siempre tiene razón, aprieta el cinturón más y más.

Desafiándote viste de negro Antígona, y en el país entero hoy lleva luto el pueblo cuyo huésped eras.

Pero, fuera de ese país, el cortejo de parientes de Creso ha acumulado en tus cámaras cuanto brillaba dorado.

¡Bebe de una vez, bebe! grita la clac de los comisarios, pero airado te devuelve Sócrates su copa a rebosar.

Maldecirán los dioses a coro lo que te pertenece, pero sin tu permiso no se podrá expropiar el Olimpo.

Sin ese país te marchitarás, Europa, privada del espíritu que un día te concibió.

 

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publicado por Fundação Saramago às 10:25

Escritor Günter Grass considerado ‘persona non grata’ por Israel

Segunda-feira, 09.04.12

Lo mismo entonces que ahora
Günter Grass

Tres veces se me ha negado la entrada en un país. Comenzó la República Democrática Alemana, RDA en abreviatura, por orden del Ministro de Seguridad del Estado, llamado Mielke. Y fue él quien, años más tarde, retiró la prohibición, aunque ordenando una vigilancia reforzada de los viajes previstos de una persona clasificada como “elemento subversivo”.

Cuando mi mujer y yo, en 1986, pasamos varios meses en Calcuta, la capital de la Bengala occidental, se nos negó la entrada en Birmania como “indeseados”. En ambos casos se siguió la práctica habitual en las dictaduras.

Ahora es el Ministro del Interior de una democracia, el Estado de Israel, quien me ha sancionado negándome la entrada, y su justificación para la medida coercitiva impuesta recuerda –por su tono– el veredicto del ministro Mielke. Sin embargo, no podrá impedirme conservar mis vivos recuerdos de varios viajes a Israel. Todavía tengo presente el silencio del desierto judaico. Todavía me veo irremisiblemente unido a la tierra de Israel. Todavía me encuentro hablando con Erwin Lichtenstein, el último síndico de la comunidad judía de Danzig, mi ciudad natal. Y todavía guardo en mis oídos las interminables discusiones con amigos. Disputaban (después de una guerra victoriosa) sobre el futuro de su país como potencia ocupante pero estaban también llenos de una inquietud que, cuarenta años más tarde, se han convertido en un peligro amenazador.

No existe ya la RDA. Pero, como potencia nuclear de dimensión incontrolada, el gobierno de Israel se considera autolegitimado y, hasta ahora, inasequible a toda admonición... Solo Birmania permite que germine una pequeña esperanza.

Fuente: El País

*

O escritor Günter Grass expressou as suas preocupações sobre a paz num poema publicado em vários países, e que publicámos também na página da Fundação. O governo de Israel declara "persona non grata" o escritor e Prémio Nobel alemão. É liberdade de cada um fazer o que considera conveniente: a preocupação pela paz, tantas vezes expressa por Grass, a declaração de "persona non grata" tantas vezes utilizada por diferentes governos desse país do Médio Oriente. O ministro do Interior israelita afirma que o poema "é uma tentativa de avivar as chamas do ódio contra Israel e o povo de Israel". Para muitos, a chama aviva-se quando não se aceitam as críticas e se trata de confundir opinião governamental com a de todo um país. Em Israel há pluralidade política. Está seguro o ministro do Interior de que todos os israelitas pensam como ele? Para muitos, o Irão não é o inimigo, é simplesmente outro país com que têm de entender-se. De acordo com o estipulado pelos organismos internacionais. Aos que Israel também deve obediência.

Nota da Fundação

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publicado por Fundação Saramago às 16:16





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